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Interventor chega a Timon e monta barreira

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O secretário adjunto da administração penitenciária do Maranhão, Sindonis Souza da Cruz, desembarcou em Teresina no final da tarde desta sexta-feira (26) e seguiu direto para o Centro de Ressocialização Jorge Vieira, em Timon/MA, alvo de uma crise por conta de duas fugas em massa em menos de 72 horas.
 
Dos 34 presidiários foragidos, apenas sete foram recuperados até a publicação desta reportagem. Sindonis oficializou a intervenção do presídio e chega com cerca de 100 policiais militares de cidades vizinhas, que irão ajudar em um plano de ação para contornar o problema.
 

Além do reforço policial na penitenciária, foram fechadas as barreiras de Timon, e várias blitz serão feitas em toda a região, com auxílio até de um helicóptero. Sindonis procurou tranqüilizar as famílias dizendo que elas não devem se preocupar, pois o clima é de tranqüilidade e não a risco para os detentos ou de motim para novas fugas. Na quarta-feira, 25 fugiram do presídio no início da noite. Quando a polícia se preparava para anunciar mais recapturas, foi surpreendida com nove novas fugas nesta sexta.
 

Ao lado do corregedor de estabelecimentos penais, Valdene Cardoso, e do diretor do Jorge Vieira, Amauri Chaves, Sindonis garantiu que o atual diretor será mantido no cargo. Ele falou ainda que é leviano fazer qualquer conjectura, mas presos e funcionários serão investigados para apurar se houve negligência ou conivência, ou seja, se funcionários tiveram ou não participação na fuga dos bandidos. Amauri disse que o fato do presídio abrigar regimes aberto e semi-aberto dificulta o trabalho dos agentes, e a ausência de um muro de proteção faz com que qualquer pessoa possa atirar objetos para dentro do Centro.
 


Sindonis ainda disse que não será possível fazer transferências dada a interdição das unidades prisionais por força da Justiça, que alegou a superlotação dos presídios. O Centro de Ressocialização conta com 250 detentos em espaço para 168 vagas. O interventor anunciou que será construído um albergue no presídio para aumentar a socialização entre os internos. Outra solução será uma gestão compartilhada da direção do Jorge Vieira com a polícia militar e o Governo do Estado.

Yala Sena (flash do Jorge Vieira)
Fábio Lima (da Redação)
[email protected]
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