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Constituição do Equador tem 63,9% de aprovação com 88% das urnas apuradas

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O projeto governista da nova Constituição para o Equador tem 63,9% de aprovação dos eleitores que participaram do referendo no domingo (28), com 88,3% das urnas apuradas, informou nesta segunda-feira o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, após a contagem de 34.369 (88,3%) das 38.901 urnas, 4.173.228 eleitores (63,9%) votaram "sim", 1.840.884 (28,2%) votaram "não", 45.726 (0,7%) votaram em branco e 467.968 (7,1%) anularam o voto.

Para que a proposta seja aprovada são necessários metade mais um do total de votos (sim contra não, brancos e nulos). Duas pesquisas de boca-de-urna e a estimativa de uma ONG anteciparam uma vitória do "sim" com entre 63% e 70% dos votos.

Correa também teria conseguido vencer na litorânea Guayaquil, sua cidade natal, maior do país e importante reduto da oposição, onde a oposição ao projeto era apontada como favorita em levantamentos. Segundo boca-de-urna do instituto Cedatos, o "sim" à nova Constituição obteve 49,9% dos votos, contra 44,8% para o "não" --diferença mais apertada do que os números nacionais.

A vitória na cidade representa também um triunfo sobre o prefeito Jaime Nebot, uma das principais referências da oposição durante a campanha. Ele disse que não se candidataria à reeleição para a prefeitura caso o "sim" vencesse na cidade.

Diálogo


Nesta segunda-feira, um dia depois do referendo, o presidente da Assembléia Constituinte, Fernando Cordero, convidou Nebot para o diálogo. "Convido-o para um diálogo, para lermos juntos a Constituição", disse Cordero na emissora local de televisão Ecuavisa, depois de Nebot ter se declarado disposto a conversar se convidado, após reconhecer a vitória do "sim".

Nebot expressou sua disposição depois que o presidente Rafael Correa afirmou o desejo de conversar com todos os setores políticos. O prefeito insistiu hoje que deve ser respeitado o "modelo de desenvolvimento" de sua cidade, onde a tensão política se concentrou nas últimas semanas.

Ontem mesmo, Correa agradeceu ao povo equatoriano por ter apoiado de forma arrasadora a nova Constituição, segundo resultados de pesquisas boca-de-urna. "É um momento histórico. Hoje, o Equador decidiu por um novo país. As velhas estruturas foram derrotadas", disse Correa.

Transição

Após o anúncio oficial dos resultados, um regime de transição deverá ser implantado por seis meses, conduzido pelo chamado "Congresillo", formado por ex-constituintes. O partido de Correa, que tinha maioria na Constituinte, deverá controlar também a transição.

A nova Constituição, que tem 444 artigos e 30 disposições transitórias, aumenta os poderes do presidente --que poderá até dissolver o Congresso-- institui a reeleição presidencial, reorganiza a divisão político-territorial e estabelece a união civil homossexual, entre outros pontos. Além disso, a Carta amplia também os poderes do Estado sobre a economia. Se aprovada, ela será a 20ª Constituição do Equador.

Um total de 9,7 milhões de equatorianos estavam registrados para votar no referendo de domingo.
 
Fonte: Folha Online
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