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Fla, Flu e Vasco devem juntos R$ 27 milhões a Romário

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Romário não pisa em São Januário desde fevereiro. E, antes de ser treinador, o seu último jogo pelo Vasco foi em novembro de 2007 - contra o Internacional no Campeonato Brasileiro. No entanto, o Baixinho é presença certa na folha de pagamento do clube até 2019. O time cruzmaltino fez acordo com o ex-atacante (através da empresa Romário Sports e Marketing Ltda) e terá de pagar R$ 16 milhões em um prazo de 11 anos. Quem confirma é o vice-presidente jurídico do Vasco, Luiz Américo.

 - O Romário receberá salários do Vasco até completar 53 anos. Nós reconhecemos a dívida com o ex-jogador e optamos em pagá-la por intermédio do Clube dos Treze. Assim não corremos risco de penhora da renda dos jogos, e ele ganha o que é de direito sem atraso. As parcelas serão descontadas diretamente das verbas de televisão - diz o dirigente cruzmaltino.

Há menos de dois meses, quem também entrou em acordo com Romário foi o Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras assumiu uma dívida de pouco menos de R$ 1 milhão referente aos anos de 2003 e 2004 e prometeu quitar tudo em 20 parcelas.

- O Fluminense não havia pago alguns direitos trabalhistas ao atleta, como férias, FGTS e 13º salário. E o Romário ainda aceitou um desconto de 30% do montante. Ele podia apelar para a penhora, mas preferiu o acordo - diz o advogado tricolor, Márcio Bittencourt.

Do lado do Flamengo, Romário vai engordar sua conta bancária em mais R$ 10 milhões a serem quitados em 93 meses (oito anos e 90 dias). O Rubro-Negro já pagou 51 parcelas de R$ 108 mil, mas o compromisso com o Baixinho vai até 2016.

 - O Romário é, sem dúvida, um dos maiores credores do clube. O importante é que estamos honrando com o que foi acordado em 2004, quando o Flamengo pagou a primeira das 144 parcelas - diz a advogada rubro-negra, Carolina Valles.

 Consultado, o advogado de Romário diz que o novo presidente do Vasco, Roberto Dinamite, pediu para o Clube dos Treze suspender o pagamento do acordo. E, segundo Norval Valério, o Gigante da Colina se nega a pagar com juros o valor definido em 2004. Ao passo que o Flamengo teria tido que corrigir as parcelas mensais de R$ 108 mil para R$ 127 mil.

Fonte: G1

 
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