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Barragem de Piaus diminui volume de água e Agespisa adota racionamento

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Com a chegada do B-R-O-BRÓ, calorão intenso e ausência de chuvas é comum na região semiárida do Nordeste a diminuição e/ou seca total no volume de água dos reservatórios. Uma situação preocupante que também é vivenciada no Sertão Piauiense, mais precisamente na Barragem de Piaus, que está com menos de 5% da sua capacidade total.

Construída em 2006 e inaugurada em 2010, a Barragem de Piaus abastece os municípios de São Julião, Fronteiras, Pio IX, Campo Grande do Piauí, Vila Nova do Piauí e Alagoinha. Com capacidade para 106,7 milhões de metros cúbicos de água, nos dias atuais possui menos de cinco milhões.

Administrada pela Agência de Águas e Esgotos do Piauí (AGESPISA), e em decorrência do nível preocupante em que se encontra o reservatório, o órgão tem adotado medidas de racionamento de água. Uma delas é o estabelecimento de horários específicos de distribuição do recurso natural para que a captação seja diminuída.

O gerente regional da AGESPISA, Sérgio Alves, disse que o monitoramento na barragem de Piaus acontece quinzenalmente, onde é feita a medição da quantidade de água existente e a que está sendo captada pelas nove mil ligações.

“Estamos monitorando os açudes, principalmente o de Piaus. Hoje do que nós temos a situação mais grave é neste local. Neste período mais quente, o calor é maior, o consumo de água também. Daqui pra frente a tendência é que a diminuição ocorra de forma mais rápida”, afirmou Sérgio Alves.

O gerente regional explicou ainda que a produção de água no reservatório era captada 24 horas por dia, mas por conta da escassez passou a ser reduzida para o horário que vai de 5h da manhã até às 21h da noite.

“Fronteiras só tem água de 6h da manhã às 18h da tarde, o mesmo vale para Pio IX. Já em Vila Nova e Campo Grande o abastecimento segue de 6h da manhã às 17h. Reduzimos a produção de água como forma de racionamento até janeiro quando inicia o período das chuvas e a situação melhora”, frisou.

Além do consumo intenso que tem diminuído o nível de água no reservatório, outro fator que contribui para o quadro é a evaporação em decorrência das altas temperaturas.

Diante disso, a AGESPISA adotou desde julho uma política de incentivo para o cliente consumir menos água. A estratégia tem reflexo no bolso, o consumidor que utilizar menos o bem, pagará uma tarifa menor. No sentindo inverso, será cobrada uma taxa excedente em caso de aumento no uso da água.

Fonte: folhatual

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