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Delegado investiga se irmãos do garoto deixado em cela foram abusados

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A Polícia Civil investiga se os três irmãos do garoto encontrado na cela sofreram abuso sexual. Tanto o menino de 13 anos como sua irmã, dois anos mais velha, e outros dois meninos, de 11 e 9 anos, frequentavam a colônia agrícola Major César, segundo a polícia.

"Vamos ouvir os irmãos do garoto para saber se sofreram abuso sexual ou não e se houver necessidade pediremos novos exames, porque eles recebiam presentes do detento. Sabemos que nos casos de abusos sexuais presentes como biscoito, chinelos e coisas desse tipo são atos preparatórios para os estupradores aproveitarem da boa fé das crianças", disse o delegado Jarbas Lopes de Araújo Lima, que investiga o caso, durante entrevista à imprensa nesta quinta.

Segundo relato do garoto, ele e os irmãos ficaram no presídio durante as visitas nos finais de semana e chegavam a almoçar e jantar no local. A polícia vai ouvir novamente o garoto, que está no abrigo com os três irmãos. O delegado vai tentar interrogá-lo para saber se houve crime de estupro, apesar de o exame feito ter dado resultado negativo.

"Vamos ouvi-lo em outro ambiente de tranquilidade pra ver se ele vai manter a mesma versão do fato ou modificar o que falou", disse o delegado.

 

Além disso, a polícia e o Ministério Público do Trabalho apuram se o garoto e seus irmãos ajudavam o pai numa horta e em uma carvoaria, ao lado do presídio, o que pode configurar trabalho infantil. O delegado solicitou novas perícias na cela onde o garoto foi encontrado e pediu imagens internas do presídio.

O garoto e os irmãos foram afastados do lar e estão em abrigo.

Nesta quinta, o pai do garoto teve a prisão preventiva decretada. 

Ao ser preso, o pai do menino disse que estava arrependido. O pai foi até a delegacia pedir autorização para viajar para sua cidade natal, Alto Longá, quando recebeu a informação de que o pedido de sua prisão preventiva havia sido aceito.

"No inquérito estamos ouvindo várias pessoas. Existem cerca de 24 presos que estavam dormindo no mesmo cômodo que José de Ribamar e o menor, embora eles tenham um quarto separado. Já ouvimos cerca de seis presos e cincos agentes penitenciários".

O delegado disse que nesta sexta-feira continuará ouvindo presos, familiares e irmãos do menino.

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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