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Jovens mantidas reféns em São Paulo foram baleadas

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Embora o governador José Serra (PSDB) tenha sido informado pelo secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, da morte da adolescente mantida refém pelo ex-namorado, a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes --sede do governo do Estado-- nega que ela tenha morrido. De acordo com a assessoria do governo, a garota está em estado gravíssimo e em coma induzido.
 



A menina era mantida refém por Lindemberg Fernandes Alves desde a última segunda-feira. A Polícia Militar afirma que invadiu o apartamento após ouvir um tiro. Por volta das 18h10, houve uma explosão --aparentemente, uma bomba de efeito moral foi jogada no apartamento. Pouco depois, policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entraram no apartamento --alguns pela janela. A reportagem da Folha Online ouviu três estampidos, semelhantes a tiros.

A assessoria do hospital municipal de Santo André informou que a ex-namorada de Alves foi atingida por um tiro na cabeça e outro na virilha e a amiga --que também era mantida no imóvel--, na boca. Ainda não há confirmação se os tiros foram disparados pelos policiais ou pelo rapaz.
 



Refém
O rapaz havia invadido o apartamento onde a ex-namorada estudava com três amigos por volta das 13h30 de segunda-feira (13). Dois garotos foram libertados na noite de segunda.

Na quinta (15), houve um retrocesso nas negociações. A amiga da adolescente, que já havia ficado em cárcere privado por 33 horas, voltou ao apartamento porque a polícia aceitou uma exigência do criminoso. Ele havia se comprometido a soltar as duas em seguida, o que não aconteceu.

A estratégia foi criticada. O procedimento quebra as regras para esse tipo de situação, segundo o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública.

Fonte: Folha Online
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