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Jéssica Pereira é bi e Brasil fatura 4 quatro medalhas no 1º dia do Pan de judô

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O Brasil começou as disputas do Pan-Americano de Judô, em San José, na Costa Rica, com quatro medalhas nos combates desta sexta-feira. O grande destaque foi o bicampeonato da meio-leve (52kg) Jéssica Pereira, que conquistou o seu segundo ouro consecutivo vencendo todas as lutas por ippon.

Além dela, o país ainda teve duas pratas, com Tamires Crude (57kg) e Daniel Cargnin (66kg) e um bronze, com Alexia Castilhos (63kg).

Atual campeã pan-americana, Jéssica Pereira venceu todas as suas três lutas preliminares por ippon imobilizando as suas adversárias por 20 segundos com sua técnica de chão preferida: o sankaku.

Para chegar à decisão pelo ouro, ela derrotou a colombiana Tatiana Lucumi, Diana de Jesus, da República Dominincana, e Luz Olvera, do México. Na final não foi diferente e a brasileira conseguiu o ippon imobilizando a norte-americana Angelica Delgado.

“Estou muito feliz por ser bicampeã. Eu vim com esse objetivo de me manter como campeã pan-americana e, graças a Deus, saí com a vitória. Aqui eu fiz lutas duríssimas e foi uma ótima preparação para o Campeonato Mundial de Baku neste ano”, avaliou a carioca do Instituto Reação.

Tamires Crude, por outro lado, chegou pela primeira vez a uma final de Pan-Americano depois de derrotar Yennifer Dominguez, da Guatemala, Yadinys Amaris, da Colômbia, por ippon, e a veterana Miryam Roper, número 8 do mundo, na semifinal, por ippon após começar perdendo por waza-ari.

Na decisão pelo ouro, acabou levando três punições e ficou com a prata no combate contra a nipo-canadense Christa Deguchi, campeã do Grand Slam de Paris neste ano.

O outro finalista do dia foi Daniel Cargnin (66kg), que reencontrou o seu algoz da final do Pan de 2017, Osniel Solis, de Cuba, e novamente não passou pelo rival.

O brasileiro começou melhor, abrindo um waza-ari de vantagem, mas Solis reagiu e conseguiu empatar a luta levando a decisão para o “golden score”. Em um contragolpe, o cubano conseguiu projetar o brasileiro e os árbitros de vídeo deram o waza-ari que selou o fim do combate.

No caminho até a final, Daniel Cargnin derrotou o colombiano Juan Hernandez por waza-ari, nas oitavas. Nas quartas, o brasileiro passou por Ricardo Valderrama, da Venezuela, por ippon e na semifinal precisou de quatro minutos de “golden score” para derrotar Ryan Vargas, também por ippon.

Já Alexia Castilhos e David Lima chegaram às semifinais de suas categorias, mas caíram para Maylin Del Toro Carvajal (Cuba) e Antoine Bouchard (Canadá), respectivamente. Alexia foi a melhor de sua chave vencendo Agustina de Lucia (Argentina) e Anriquelis Barrios (Venezuela). Na luta pelo bronze, derrotou a mexicana Prisca Awiti Alcaraz por ippon e conquistou a sua segunda medalha seguida no Circuito Mundial.

“É o meu primeiro Campeonato Pan-Americano Sênior e fiquei muito feliz com esse bronze. Eu estou vindo de algumas competições na Europa, onde fui bronze também no Grand Prix de Antalya e só queria agradecer o apoio de todos que torceram por mim”, comentou Alexia Castilhos após conquistar mais 490 pontos no ranking mundial.

David Lima, que venceu a sua chave ao bater Alejandro Clara (Argentina) e Eduardo Araujo (México), encarou o norte-americano Nicholas Delpopolo na disputa pelo bronze e deixou escapar a medalha ao levar três punições.

Outros seis brasileiros lutaram nesta sexta-feira, mas não passaram ao bloco final. São eles: Ítalo Carvalho (60kg), Michael Marcelino (66kg), Jeferson Santos Júnior (73kg), Kamila Silva (57kg), Yanka Pascoalino (63kg) e Larissa Farias (48kg).

Neste sábado, o Brasil será representado por Bruna Campos (70kg), Laislaine Rocha (78kg), Beatriz Souza (+78kg), Eduardo Yudy Santos (81kg), Gustavo Assis (90kg), Rafael Macedo (90kg) e Leonardo Gonçalves (100kg).


Fonte: Terra

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