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Juíza da Infância classifica como “atrocidade” caso de bebê atacado com mordidas

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Arquivo Cidadeverde.com

A juíza da 1ª Vara da Infância e da Adolescência, Maria Luíza de Moura Mello e Freitas, classificou como uma “atrocidade” o caso do bebê que teve os lábios mordidos supostamente pelo pai. Ela disse que vai aguardar o relatório do Conselho Tutelar para tomar uma decisão sobre a perda ou não da guarda temporária do bebê por parte da mãe.

“Até o momento não recebi nada do Conselho Tutelar. Estou acompanhando pelos veículos de comunicação e vejo que é muito revoltante esse caso. Ou o pai está doente ou tem um desvio muito grande e deve ser punido. É uma atrocidade. Eu sou mãe e não tenho outro sentimento senão de revolta. A criança é inocente. Se ele estiver doente, que deve se tratar”, afirmou a juíza. 

Segundo a magistrada, ainda não dá para avaliar qual é a situação da mãe, que também pode ser uma vítima. “Não sei se a situação da mãe, se ela é vítima, até mesmo se ele é violento. Não tenho como adianta. Somente amanhã quando eu receber o relatório posso um posicionamento”.

A conselheira tutelar Maria do Carmo Braz adiantou que no relatório, que será entregue amanhã(24), não sugere a perda da guarda pela mãe e diz que seria uma decisão da juíza. Ela afirma que a prioridade é a vida da criança, já que há uma previsão de mais dois meses de internação e que nesse tempo vai acompanhar a evolução dos fatos e pode fazer novas solicitações à Justiça. 

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Flash de Yala Sena
Redação Caroline Oliveira
redacao@cidadeverde.com

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