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Beth Goulart conta como é simular cenas de sexo com o irmão no teatro

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Beth Goulart e o irmão, Paulo Goulart Filho, estréiam amanhã, no Teatro Leblon, no Rio, a peça "Quartett", com direção de Victor Garcia Peralta. Lindo e normal em se tratando de uma famíla de atores sabidamente unida. Mas tem uma cerejinha nesse bolo: os irmãos são amantes no teatro.

Na trama do alemão Heiner Müller (adaptada pelo filho de Beth, João Gabriel Carneiro, de 25 anos) os dois vivem o tórrido casal Merteuil e Valmont em cenas ousadas, que simulam sexo - como quando têm relações dentro de um convento ou quando a personagem de Beth faz sexo oral em Paulo.
 

Nesta entrevista, a atriz conta como foi tocar o irmão de forma diferente e também que pediu autorização à mãe, Nicete Bruno, antes de convidá-lo para dividir a cena. Paulo entrou para substituir o ator Guilherme Leme, com quem Beth fez a primeira temporada da peça.        

 Entrevista
 
O que os seus pais (Paulo Goulart e Nicete Bruno) acharam de você fazer a peça com o seu irmão?

Beth Goulart: Antes de convidar o Paulinho liguei para minha mãe e perguntei o que ela achava, e ela disse: 'Ai, meu Deus'. Então eu disse: 'Mãe, pensa nele como ator', e ela acabou concordando que ele faria bem o papel.

Como foram os ensaios, a questão do toque, principalmente? Porque vocês são irmãos e sempre trocaram carinhos, claro, mas agora é um toque diferente, né? Vocês simulam cenas de sexo.

Com certeza. Mas não é a Beth e o Paulinho se tocando. Nós atores temos um fio de proteção. É a Merteuil e o Valmont (personagens da peça) se tocando. Mas, mesmo assim, no começo eu não chegava a tocar nele totalmente, nem ele em mim. A gente só simulava, até que a coisa aconteceu.
 

 
E tem beijo?

Não. A gente se toca, mas não passa disso. Já não tinha beijo com o Guilherme (Leme). O que o Paulinho faz é exatamente o que ele fazia. Não mudamos nada. Brinco dizendo que o Guilherme é como um irmão para mim e o Paulinho é como um ator para mim.

Vocês são muito parecidos fisicamente. Deve dar um nó na cabeça de quem assiste a peça vê-los como amantes.

Isso deu um toque Rodriguiano, embora a gente não pegue por esse lado, e deu uma outra dimensão para o espetáculo. É como um jogo de espelhos, duas faces da mesma moeda. Temos química e um jogo corporal muito bacana

Quando a produção sugeriu o nome do seu irmão, qual foi a sua reação?

Levei um susto. Mas aí fui pensando e vi que para substituir o Guilherme só podia ser alguém com quem eu tivesse muita intimidade. Depois vi que foi preconceito meu por ele ser meu irmão. Além do mais, ele também é bailarino, o que é bom porque a peça é muito coreografada, e tem flexibilidade para fazer um homem e uma mulher (os dois interpretam personagens dos dois sexos).

E ele tem um corpão, né?

(risos) Pois é, e ainda tinha que ser um homem bonito e sensual, que estava do meu lado...
 
 
Fonte: Ego
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