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Crimes de fraude no país já levam 358 acusados à prisão

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Somente este ano, foram presas no País 358 pessoas acusadas de crimes contra a Previdência Social, sendo pelo menos 70 dos suspeitos servidores do INSS, segundo balanço divulgado pela Polícia Federal. Esse tipo de delito é tão comum que a Divisão de Polícia Fazendária da PF deflagrou 40 operações em 2008. A últimas ocorreu esta semana, quando a Operação Fraude S/A prendeu sete suspeitos de fraudar a Previdência Social em Minas Gerais.
 

No total de operações realizadas este ano pela PF, foram cumpridos 643 mandados de busca e apreensão e, segundo estimativa do Ministério da Previdência, cerca de R$ 2,5 bilhões foram poupados dos cofres públicos graças ao combate a crimes previdenciários.

Segundo o coordenador-geral de Polícia Fazendária, Rômulo Berredo, a exemplo do que foi descoberto pela Operação Fraude S/A, quase todas as quadrilhas contam com a cumplicidade de pelo menos um servidor público, funcionário de órgão da Previdência, para facilitar o esquema.

"Geralmente, no global, sempre tem um funcionário para mexer no sistema. Daí a importância deste trabalho conjunto com o Ministério da Previdência, para identificar os funcionários e retirá-los do meio", explica.

De acordo com ele, todas essas operações de combate ao crime contra a previdência têm também o objetivo de aperfeiçoar o sistema de benefícios da previdência social para que se torne cada vez mais difícil algum funcionário conseguir efetuar fraudes.

"As fraudes ocorrem geralmente em cima dos benefícios da previdência social. Para cada benefício existe um tipo de fraude distinta. As quadrilhas se organizam e se aproveitam da fragilidade do sistema ou da corrupção dos funcionários", analisa.

"A questão da inserção de dados no sistema, o tipo de programa que é utilizado para a concessão de benefícios, tudo isso ainda tem fragilidade que permite que essas fraudes sejam feitas. Além de coibir, nosso objetivo é identificar essas vulnerabilidades", declara.

Segundo ele, outras linhas de trabalho são ampliar as operações em parceria com o Ministério da Previdência e aumentar a atuação em conjunto com a Receita Federal, para coibir as fraudes na arrecadação, problema que, segundo Berredo, vêm se tornando mais grave à cada dia.

"Vamos intensificar a questão do custeio, a fraude na arrecadação. A gente pretende desenvolver isso mais e melhor em um trabalho conjunto com a Receita", afirma.

Fonte: Terra

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