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Heráclito defende aposentados e diz que PT deixou bandeiras

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O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse, nesta terça-feira (18), que está ficando difícil para a base do governo justificar "o garroteamento" à atitude de um senador petista. Ele afirmou que, embora o PT tenha abandonado uma das suas mais antigas bandeiras de luta depois que alcançou o poder, o senador Paulo Paim (PT-RS) se manteve fiel aos compromissos defendidos ao longo de 26 anos de mandato parlamentar e pagará um preço por isso.
 

Heráclito criticou a maneira "grosseira" com que o governo disse "não" às propostas de Paim e se recusou a negociar. Ele também rebateu a alegação do governo de que não tem recursos para reajustar as pensões e aposentadorias, uma vez que editou uma medida provisória anistiando entidades filantrópicas que "jogaram no ralo" o dinheiro público. Ele perguntou como é que o governo tem dinheiro para socorrer montadoras de veículos, bancos e construtoras e não tem dinheiro para fazer justiça aos aposentados.

- Por isso, nós achamos que essa vigília cívica é importante, é necessária e é moral - afirmou.

O senador Paulo Paim disse, em aparte, que o objetivo da vigília é abrir um processo de negociação e sensibilizar a Câmara dos Deputados para que vote o fim do fator previdenciário  e o reajuste das aposentadorias pelo mesmo índice do salário mínimo. O senador Renato Casagrande (PSB-ES) disse que o governo deveria ter controle sobre os gastos permanentes porque o país precisa de recursos para investimentos em infra-estrutura. Em relação aos aposentados, Casagrande reconheceu o achatamento do poder de compra de seus benefícios.

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) disse que o que a deixa mais indignada com a questão é a falta de uma avaliação de acordo com a nova realidade. O senador Romeu Tuma (PTB-SP) disse que muitos aposentados sustentam filhos e netos, como num campo de concentração, onde se dividia migalhas de pão.

O senador Mário Couto (PSDB-PA) lembrou que as propostas de Paim estão tramitando na Casa há cinco anos. Ele disse que ninguém quer criar problemas para o governo, mas não é possível deixar a situação como está. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) assinalou que os projetos de Paim foram aprovados por unanimidade no Senado. Ele lamentou que Paim não seja respeitado pelo seu próprio partido.

O senador Mão Santa (PMDB-PI) comparou Paulo Paim a Martin Luther King e disse que a vigília alcançará o resultado esperado. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) salientou que o custo de vida dos aposentados tem características especiais, como remédios e planos de saúde. O senador Augusto Botelho (PT-RR) elogiou o sentimento de solidariedade de Heráclito com os aposentados.

O senador José Nery (PSOL-PA) destacou a "enorme contradição" do governo que afirmou não ter recursos para corrigir as aposentadorias e, ao mesmo tempo, encaminhará ao Congresso Nacional na próxima semana uma medida provisória para salvar banqueiros com recursos públicos. Ele sugeriu que os senadores se unam para rejeitar a "MP dos banqueiros" e façam "uma trincheira de rebeldia" em favor dos interesses do povo brasileiro.

Fonte: Agência Senado

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