Cidadeverde.com
Esporte

Reforços fazem menos de 10% dos gols do Cruzeiro no ano, e Itair se explica

Imprimir

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.

Barcos fez apenas um gol desde a sua chegada ao Cruzeiro

THIAGO FERNANDES
BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS)

O Cruzeiro gastou pelo menos R$ 22 milhões em reforços. Os jogadores que chegaram, no entanto, ainda não corresponderam totalmente às expectativas, sobretudo no setor ofensivo. A equipe fez 64 gols em 2018, sendo apenas seis marcados pelos novos contratados. O número representa menos de 10% do que o time já marcou no ano.

A diretoria comandada por Itair Machado, vice-presidente de futebol, foi às compras no início da temporada. David custou R$ 10 milhões aos cofres do clube. Bruno Silva chegou por R$ 6 milhões, mesmo valor gasto em Mancuello. Além deles, a cúpula acertou as contratações de Edilson -trocado por Alisson e Thonny Anderson-, Patrick Brey, Marcelo Hermes, Hernán Barcos, Fred e Renato Kayser.

Se somados os nove reforços, são seis gols assinalados. Mancuello marcou em duas oportunidades, enquanto Fred, Barcos, Bruno Silva e Marcelo Hermes fizeram um cada. Os outros 58 foram marcados por atletas que já estavam no elenco.

Hoje, os gols assinalados pelos contratados em 2018 representam 9,375% do que o Cruzeiro fez na temporada. Os artilheiros da temporada são Giorgian De Arrascaeta e Thiago Neves, com 11 gols cada. Rafael Sóbis e Raniel os acompanham de perto, com sete cada.

Perguntado sobre o rendimento dos reforços contratados em 2018, Itair Machado divide a responsabilidade com o técnico Mano Menezes.

"Todos os jogadores que vieram, nós, da diretoria, principalmente eu, que sou vice-presidente de futebol, não contratamos um atleta sem o Mano dar o aval. O último atleta foi o Barcos, que o Mano levou uma semana para fazer análises e critérios. A gente chegou à conclusão que, como ele jogou no Brasil, a adaptação dele seria automática. E foi. Parece que ele está no Cruzeiro há anos, inclusive dentro do grupo. Todo mundo adora o Barcos e ele está ajudando muito a gente. Todas as contratações são baseadas no treinador", declarou em entrevista à Rádio Itatiaia.

O cartola ainda justificou o rendimento de alguns reforços específicos, casos de Bruno Silva, Mancuello e David.

"Primeiro, o torcedor tem que entender que, quando ele cobra um determinado jogador, eles cobram muito a presença do Hudson no Cruzeiro. Por que não ficou com o Hudson e trouxe o Bruno Silva? Simplesmente, porque o Hudson é primeiro volante. A gente já tem o Romero e o Henrique. Com o Hudson, seriam três na mesma posição. A gente trouxe o Bruno Silva porque queria uma sombra para o Robinho. Todo jogador que corre risco ele joga mais", disse Itair.

"A questão de o David estar rendendo ou não, quando ele veio, o médico deu o aval para a contratação. Por isso, ficou aquela novela de pagar ou não o Vitória. A gente estava esperando o departamento médico. Quando o departamento médico deu o aval, a gente pagou. Foi dinheiro de parceiro, sem envolver direito econômico, porque é proibido. Mas o Cruzeiro não gastou para trazer o jogador. E o Cruzeiro acredita muito nele", acrescentou.

"Quando ele me pediu para trazer o Mancuello, ele virou para mim e disse: "Itair, se você conseguir trazer este cara, principalmente na Libertadores, os juízes respeitam. No vestiário, a arbitragem chega, conhece o cara e conversa, respeita. Ele conhece jogadores lá de fora". São coisas que o torcedor não vê. Tem a importância dele para o grupo", concluiu.

 

Imprimir