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Assessores de Obama acreditam que convite a Hillary é um erro

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Integrantes da equipe de transição do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, acreditam que a escolha de Hillary Clinton para secretária de Estado é um erro, segundo matéria publicada no site do jornal inglês "The Daily Telegraph", neste sábado.

Segundo o jornal, uma fonte ligada a Obama afirmou que Hillary é experiente, mas que pode dar prioridade a seus interesses ao ocupar o posto. "Ela vai fazer um bom trabalho, mas vai fazer para si própria, não para Barack", afirmou a fonte.

Obama deverá fazer o convite formal à senadora democrata no início de dezembro, após o feriado de Ação de Graças, mas a mídia já especula se Hillary, que concorreu com Obama pela indicação do Partido Democrata para disputar a Casa Branca, poderá ofuscar o futuro presidente.

Poucos, inicialmente, duvidavam das credencias de Hillary. Peter Fenn, consultor democrata para mídia saiu em defesa da senadora "como uma escolha excelente para Secretaria de Estado". "Clinton já visitou 82 países, conhece líderes mundiais e será capaz de organizar rapidamente uma equipe para assistir o presidente Barack Obama a partir de janeiro", afirmou.

Disputa

No entanto, a dúvida é se a atmosfera conflituosa no período da campanha, que se tornou uma paranóia para aliados de Obama, pode ser levada para o novo governo. Aliados de Obama questionaram a postura da equipe de Hillary na semana passada, quando aumentaram as especulações sobre um convite à senadora para o cargo de secretária de Estado.

Assessores de Hillary se prontificaram a ajudar a equipe de Obama no processo de investigação a que foi submetido a senadora, para averiguar se ela está apta a assumir o cargo público. O objetivo, segundo assessores de Obama, foi impedir que o presidente eleito encontrasse qualquer justificativa para não fazer o convite a Hillary.

Segundo a reportagem, o colunista David Ignatius do jornal "The Washington Post", afirmou que a idéia de convidar Hillary Clinton, que tem nela e sua equipe grande necessidade de aumentar o ego, é "erro de proporções enormes". E a equipe do futuro presidente, segundo o jornal, divide a mesma opinião.
 
Fonte: Folha Online
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