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Marden critica PSDB e avalia se deixará o partido após o 2º turno

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Um dos poucos deputados oposicionistas eleito em 2018, Marden Meneses não poupou palavras para criticar seu partido, o PSDB. Para ele, erros foram cometidos em âmbito nacional e estadual. Por conta disso, o piripiriense não descarta voar do ninho tucano após 17 anos. 

"O PSDB nacional passa por uma crise de identidade. O PSDB não teve um candidato competitivo, o PSDB deveria ter tido uma postura mais incisiva e não teve. Estratégia completamente equivocada. Isso penalizou inclusive as pretensões do nosso partido e do nosso candidato ao governo aqui, o Luciano Nunes. Era um excelente candidato, mas foi prejudicado também por isso. É inegável que o PSDB passa por uma crise de identidade", desabafou ao participar do Jornal do Piauí nesta quarta-feira (10).

Marden sinalizou que a crise vivida pelo partido pode forçar uma saída sua da legenda, mas só vai tratar disso após o fim do 2º turno.

"Estou aguardando a definição do 2º turno. Vou conversar com as minhas bases, o Luciano. O meu foco é corresponder a expectativa do eleitorado. Se ficarei ou não o tempo vai dizer. Tenho motivos para sair, mas também tenho para ficar. São 17 anos de partido. A postura será a mesma, aconteça o que acontecer. Permanecerei na oposição", declarou.

O deputado disse que está desapontado com o partido e admitiu que há problemas locais também. Marden, que já protagonizou rusgas com o prefeito de Teresina, Firmino Filho, negou que a crise da legenda seja individualizada a apenas uma pessoa.

"Estou desapontado com o PSDB em nível nacional e os problemas locais também. Não é um problema individualizado em relação a uma pessoa é um contexto do partido. Temos quadros importantes. É inegável que há desconfortos entre muitos desses quadros. Os problemas do PSDB internos serão tratados. Sou homem de palavra. Nunca tive duas caras. Nunca disse uma coisa e fiz outra. Sempre tive posição e é assim que vou continuar meu foco hoje é o Piauí", declarou, ressaltando que a possibilidade de votar no PT no 2º turno é zero.

Foto: Catarina Malheiros

Massacre

Para o tucano, a oposição foi massacrada na Assembleia Legislativa o que, em sua avaliação, termina por prejudicar a fiscalização do governo. "Não é tarefa fácil. Nós temos aí uma bancada projetada para a próxima legislatura de 4 deputados. Isso dificulta demais o trabalho da oposição. Vamos ter dificuldade numérica para a composição das comissões. Não pode sequer pensar em disputar uma eleição para presidência da Assembleia, além de uma série de outros pontos. Facilita a  vida do governo, inclusive para tomar medidas antipáticas, se for o caso. Se o governo quiser aumentar impostos, vai fazer sem problema. Se quiser humilhar os professores, vai fazer. São 26 deputados contra quatro.A oposição não terá número para frear qualquer votação. É uma situação difícil", finalizou.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

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