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Corinthians estreia na Copa do Brasil de olho em prêmio que quitaria 6 meses de salários

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Atual vice-campeão da Copa do Brasil, o Corinthians estreia no torneio nesta quinta (7), às 21h, de olho no prêmio de R$ 65 milhões, valor que será embolsado pelo vencedor do mata-mata e que representa o equivalente a um semestre da folha salarial do time do Parque São Jorge.

Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Juntos, os comandados do técnico Fábio Carille custam aos cofres alvinegros cerca de R$ 10 milhões por mês, segundo o diretor financeiro do clube, Matias Antonio Romano de Ávila. "E a nossa folha salarial hoje é 5% menor do que a do ano passado", afirma.

Este elenco mais barato terá como o seu primeiro desafio o Ferroviário-CE, no estádio do Café, em Londrina. O duelo deverá marcar a reestreia do atacante Vagner Love, 34.

Apesar de ter chegado à final da última edição da Copa do Brasil e também de ter três títulos do torneio, o Corinthians fez uma previsão modesta para 2019.

O clube decidiu não incluir no orçamento nenhuma possível premiação com o campeonato. Há nas previsões de receita apenas o valor referente à participação nesta primeira fase (R$ 525 mil).

"Se o time perde o primeiro jogo, em uma infelicidade, você deixa de arrecadar e faz um rombo no orçamento", afirma o diretor financeiro.

O time do Parque São Jorge, aliás, só conseguiu equilibrar suas contas recentemente, após fechar o contrato de patrocínio com o banco BMG.

O clube terminou os dois últimos anos no vermelho. Em 2017, o deficit foi de R$ 35 milhões. No ano passado, caiu para R$ 19 milhões. E agora a previsão da diretoria é fechar esta temporada com superavit de R$ 1 milhão.

"O patrocínio do BMG ajudou a colocar a casa em ordem, pagamos algumas coisas que estavam atrasadas, como direitos de imagem, a rescisão de todos os contratos [de jogadores]. O Corinthians tem saúde financeira, tanto que está adquirindo jogadores", afirma o dirigente.

O valor fixo pago pelo novo patrocinador do time alvinegro (R$12 milhões), no entanto, é menos da metade do que a Caixa, último parceiro do clube, desembolsava. A estatal pagava R$ 30 milhões por ano até encerrar o contrato com o time em abril de 2017.

A justificativa do Corinthians para aceitar um contrato menor é a expectativa de faturar com o modelo de parceria feito com o BMG, no qual o clube ficará com 50% dos lucros gerados por uma plataforma de contas bancárias online destinada a torcedores.

Atualmente, a dívida total do clube do Parque São Jorge é de R$ 490 milhões, sem contar os débitos referentes ao financiamento do estádio corintiano, em Itaquera, estimada em R$ 1,3 bilhão.

LUCIANO TRINDADE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

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