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Elenco do Fluminense faz greve e não treina em protesto por falta de salários

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Após a confusão na final diante do Vasco e a consequente perda da Taça Guanabara, o Fluminense viveu um dia de cobranças por atrasos salariais antes do treino desta terça.

No vestiário do CT, os jogadores tiveram uma longa conversa com o técnico Fernando Diniz e expuseram a insatisfação com as seguidas dívidas da direção. Os jogadores não fizeram o trabalho previsto para campo.

"É uma posição do grupo no sentido de busca de um acerto melhor no cumprimento das obrigações, nada mais do que isso. É uma situação da direção para equacionar as dificuldades e cumprir com os compromissos.

Isso é uma coisa que incomoda, e temos que respeitar, sem criar nenhum tipo de atrito", disse o diretor Paulo Angioni.

O dirigente disse que as atividades deverão voltar normalmente amanhã, mas afirmou que ainda não há uma solução.

"Ainda não temos essa solução e estamos buscando. A ação dos jogadores foi apenas hoje, não quer dizer que não vão treinar mais. Amanhã estarão estão aqui normalmente. A gente fica triste, mas compreende em função do que temos de pendência com eles".

Os débitos incluem 13º salário de 2018, o mês de janeiro de 2019 e algumas premiações, dentre elas a prometida pela classificação na primeira fase da Copa do Brasil.

O Flu aguarda a segunda parcela da venda de Ibañez para regularizar os débitos. Na primeira vez em que houve a cobrança, a direção do clube entendeu que houve um ruído de comunicação sobre a previsão de pagamento e detalhou a questão referente à transação do zagueiro.

Insatisfação e reforço

O Fluminense apresentou oficialmente o volante Allan. O jogador pertence ao Liverpool e foi emprestado por uma temporada.

LEO BURLÁ
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) 

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