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Parlamentares lançam frente contrária à reforma proposta pelo governo

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Deputados e senadores de oposição e de partidos de centro lançaram nesta quarta-feira, 20, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. O grupo é contrário à proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso, mas, de acordo com coordenadores da bancada, ela deverá apresentar uma proposta de alteração das regras para aposentadoria que possa ser discutida como uma alternativa ao que o governo propôs. 

"A reforma, como está, não interessa a ninguém a não ser ao mercado financeiro. ... O povo brasileiro não quer essa reforma porque o que está sendo proposto para a capitalização é o fim da Previdência. Ataca inclusive a seguridade. Queremos fortalecer a Constituição que defende um pacto social", afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos coordenadores da frente. 

Para o senador, o texto enviado pelo governo "desmonta o projeto social" construído ao longo dos últimos anos no Brasil. "Ninguém fez um desmonte como esse", disse. 

O lançamento da frente parlamentar está sendo realizado na Câmara dos Deputados desde o período da manhã e contou com mais de 171 assinaturas de deputados e de 27 senadores. 

A composição dela, no entanto, ainda não está totalmente definida porque quem quiser aderir ainda poderá fazê-lo ao longo do dia. 

A bancada deverá formalizar um substitutivo que será apresentado na fase em que a reforma for discutida pela comissão especial. A ideia do grupo é contribuir com a discussão e não apenas criticar a proposta governista. 

"A gente não quer só ser do contra. Sabemos que é importante discutir a Previdência, mas de outra forma. Precisamos de uma alternativa a essa proposta que é tão maléfica para a base da nossa sociedade", afirmou o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE). O partido fechou questão contra a proposta de Bolsonaro. 

Segundo Paim, integrantes da frente viajarão por Estados nas próximas semanas para discutir a reforma da Previdência com lideranças locais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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