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McLaren recua sobre ameaça de deixar F-1 após reunião com cartolas

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O CEO da McLaren, Zak Brown, recuou depois de chegar a falar na saída da Fórmula 1 da equipe, que é uma das mais tradicionais do grid. 

Isso porque o norte-americano gostou do que ouviu da Liberty Media, que controla a categoria, e a Federação Internacional de Automobilismo na reunião realizada na última terça-feira, em que foram apresentadas as bases para a renovação dos contratos entre a F-1 e as equipes.

Todos os acordos, a não ser da Renault, vão até o final de 2020 e há grande pressão das equipes para que mudanças importantes sejam feitas, a fim de garantir a saúde financeira dos times -por meio da implementação de um teto orçamentário- e aumentar a competitividade.

Falando ao UOL Esporte, Zak Brown assegurou que a posição que os dirigentes apresentaram na reunião é semelhante à dele e da McLaren.

"Minha declaração foi de que a Fórmula 1 precisa ter uma proposta responsável economicamente e que permita que nós pensemos que podemos voltar a ganhar corridas, que voltaremos a ter equilíbrio. E foi isso que [os dirigentes] Chase [Carey], Ross [Brawn] e a FIA propuseram para nós na reunião. 

Então estou muito confiante que, no final das contas, todas as 10 equipes que temos hoje vão entrar em um acordo para continuar de 2021 em diante".

Trata-se de uma posição muito diferente da publicada no início da semana pelo jornal britânico "The Guardian", em que Brown dizia que "se acharmos que o novo acordo não nos deixa nessa situação, teremos que rever a nossa participação na Fórmula 1".

O mais provável é que a FIA promova o corte de gastos de duas maneiras, aumentando o número de peças padronizadas e determinando um teto de custos. Além da questão econômica, a padronização das peças também deve diminuir a diferença entre as equipes, e ajudar na questão da competitividade.

Outra questão polêmica são as equipes satélites. Times como a Renault e a Racing Point estão tentando junto à FIA restringir o número de peças que podem ser compradas das equipes grandes, prática que viabiliza a existência de times como Haas e Alfa Romeo. Para Brown, contudo, é possível que as satélites e os independentes continuem coexistindo.

"As pessoas têm que lembrar que os times grandes também se beneficiam disso. Não é uma questão dos times satélite, ou como quiser chamá-los, se beneficiando.

As equipes grandes ganham em termos de desenvolvimento e também aumentam sua receita - e vivemos uma corrida por receita também. Acho que parte da identidade do nosso esporte é ter equipes independentes e é isso que gostaria de ver no futuro."

Não há um prazo para que os acordos que vão viabilizar a continuidade da Fórmula 1 além de 2020 sejam assinados, mas a Liberty Media e a FIA esperam finalizar as negociações e anunciar um novo regulamento até o meio deste ano.

JULIANNE CERASOLI
MANAMA, BAHREIN (UOL/FOLHAPRESS)

Tags: McLarenF1
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