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Com queda de Mano, só 5 técnicos da Série A têm mais de 1 ano no cargo

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Mano Menezes não resistiu à derrota por 1 a 0 do Cruzeiro para o Internacional, em jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil. Ainda nos vestiários do Mineirão, em Belo Horizonte, ele anunciou sua saída e perdeu o posto de treinador mais longevo entre os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.

Foto: Vinnícius Silva - Cruzeiro

O gaúcho havia sido contratado para sua segunda passagem pelo clube celeste em julho de 2016. Tinha, portanto, acabado de completar três anos à frente da equipe, uma série interrompida por uma fase muito negativa, com uma vitória conquistada em 18 jogos, número citado pelo próprio técnico ao divulgar os motivos de sua saída.

Agora, há na primeira divisão apenas cinco comandantes com ao menos um ano em seu time. Renato Gaúcho, no Grêmio faz dois anos e dez meses, passou a ser o mais longevo. 

Rogério Ceni, do Fortaleza, Odair Hellmann, do Internacional, Tiago Nunes, do Athletico-PR, e Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, completam a lista, todos contratados entre um e dois anos atrás.

Mano tinha construído no Cruzeiro uma trajetória longa para padrões brasileiros com base especialmente em seu sucesso na Copa do Brasil, vencida em 2017 e 2018. O clube ainda defende o bicampeonato, mas ficou em situação difícil após a derrota que acabou custando o emprego do técnico.

"São 18 jogos e uma vitória. E a gente sabe que no futebol isso não se sustenta. A decisão partiu de uma consciência de que as coisas podem piorar. E elas não podem piorar", disse o gaúcho, que foi chamado de "burro" por boa parte do público presente no Mineirão e reagiu ironicamente, fazendo sinal de positivo com as mãos.

"O 'burro' vem hoje aos 47 minutos do segundo tempo, amanhã vem aos 30, e isso vai em uma continuidade que afeta a equipe dentro de campo. Tenho muito respeito pelo Cruzeiro e não vou permitir que isso atrapalhe ainda mais nesse momento difícil que o clube e a equipe vêm atravessando", acrescentou.

Mano fez questão de citar clube e equipe, porque a diretoria enfrenta uma investigação da Polícia Civil que apura denúncias sobre lavagem de dinheiro, falsidade de documentos e falsidade ideológica. 

O vice-presidente Itair Machado foi afastado do cargo pela Justiça, mas continua frequentando a sede administrativa e o centro de treinamento do time.

Nesse cenário, o Cruzeiro foi eliminado da Copa Libertadores, complicou-se na Copa do Brasil e conquistou apenas dez pontos em 13 rodadas no Campeonato Brasileiro. O aproveitamento de 25,6% só é suficiente para o 18º lugar na tabela, na zona de rebaixamento para a Série B do Nacional.

A LONGEVIDADE DOS TÉCNICOS DA SÉRIE A

Renato Gaúcho, Grêmio
2 anos e 10 meses (títulos: Copa do Brasil 2016, Copa Libertadores 2017, Recopa Sul-Americana 2018, Campeonato Gaúcho 2018 e Campeonato Gaúcho 2019)

Rogério Ceni, Fortaleza
1 ano e 9 meses (títulos: Brasileiro Série B 2018 e Campeonato Cearense 2019

Odair Hellmann, Internacional
1 ano e 9 meses (nenhum título)

Tiago Nunes, Athletico-PR
1 ano e 1 mês (título: Copa Sul-Americana 2018)

Luiz Felipe Scolari, Palmeiras
1 ano (título: Campeonato Brasileiro 2018)

Fábio Carille, Corinthians
8 meses (título: Campeonato Paulista 2019)

Jorge Sampaoli, Santos
7 meses (nenhum título)

Fernando Diniz, Fluminense
7 meses (nenhum título)

Cuca, São Paulo
4 meses (nenhum título)

Roger Machado, Bahia
4 meses (título: Campeonato Baiano 2019)

Rodrigo Santana, Atlético-MG
3 meses (nenhum título)

Eduardo Barroca, Botafogo
3 meses (nenhum título)

Enderson Moreira, Ceará
3 meses (nenhum título)

Vanderlei Luxemburgo, Vasco
3 meses (nenhum título)

Jorge Jesus, Flamengo
1 mês (nenhum título)

Alberto Valentim, Avaí
1 mês (nenhum título)

Argel, CSA
1 mês (nenhum título)

Emerson Cris (interino), Chapecoense
15 dias (nenhum título)

Ney Franco, Goiás
1 dia (nenhum título)

MARCOS GUEDES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

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