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Piauí pode ir para 'risco médio'; 500 criadores são multados

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Com poder de polícia, a Agencia Defesa Agropecuária do Piauí começou a multar os criadores que não estão vacinando seu rebanho contra a febre aftosa. De acordo com José Antônio Filho, diretor da Agência, mais de 500 criadores já receberam multas que variam de R$ 300 a R$ 6 mil. A punição é uma das medidas adotadas pelo Governo para que o Estado saia da zona de "risco desconhecido" da doença.
 
Foto: Yala Sena/Cidadeverde.com
José Filho, Wilson e Rubens Martins apresentam números de 2008
 
Em solenidade na tarde desta terça-feira (6) na vice-governadoria, José, o vice-governador Wilson Martins, e o novo secretário de Desenvolvimento Rural, Rubens Martins, divulgaram os índices de vacinação de 2008. Apesar de superar as marcas de 2007, o Piauí não conseguiu sair da zona de risco desconhecido. Do rebanho de 1.675.000 de cabeças de gado, foram vacinados 82,46%, mais que os 81% do ano passado  (42 mil cabeças a mais).
 
As multas estão sendo aplicadas em especial no Norte do Estado, nas regiões de Teresina, Barras e Parnaíba, onde o índice de vacinação foi abaixo do esperado. O Piauí vacinou 1.346.000 de cabeças de gado em 2008, mas nessas regiões, onde boa parte dos criadores são profissionais liberais e não vivem apenas da agropecuária, os índices são menores que no Sul, onde as metas foram atingidas na maioria dos municípios.
 
Em Santana do Piauí, o índice de vacinação chegou a 100%. Aroeira do Itaim (98%) e Santa Cruz (96%) também quase atingiram a totalidade de seu rebanho. Em 76 municípios, o índice foi inferior a 80%. Em Madeiro, chegou a 46,72%, o pior do Estado. Mas é Oeiras a cidade com maior número de inadimplentes: 578 criadores.
 
O vice-governador ressaltou que não é intenção do Estado multar os criadores. No entanto, Wilson Martins frisou que os reincidentes serão enquadrados na legislação, que prevê multas mais pesadas. Ele ainda acredita que, com a auditoria realizada no último dezembro, o Piauí passe ao "risco médio". Outras medidas previstas para solucionar o problema são o reforço das barreiras com Ceará, Bahia, Maranhão e Pernambuco, e investimentos próprios da ordem de R$ 15 milhões na agropecuária.
 
Yala Sena (flash da vice-governadoria)
Fábio Lima (da Redação)
[email protected]
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