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Salles discursa sob vaias e evita citar queimadas em evento do clima

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Foto: Gilberto Soares/MMA

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, discursou brevemente na manhã desta quarta-feira (21) em Salvador, no palco principal da Climate Week - Semana Climática da América Latina e Caribe, organizada pela ONU. 

À Folha de S.Paulo, o ministro confirmou que mudou a agenda por conta das queimadas que afetam o país e deve ir ainda nesta quarta para a Amazônia, passando por cidades matogrossenses de Sinop, Sorriso e Cuiabá, além do parque nacional da Chapada dos Guimarães.

Sob vaias da plateia e protestos de ativistas locais, além das ONGs Engajamundo, 350.org e do movimento Não Fracking Brasil, Salles falou por cerca de três minutos no evento, concorrendo com os gritos da plateia de 'fascista' e 'assassino' - parte dela ficou em pé, segurando cartazes. 

Salles não citou as queimadas que afetam o país, nem ações do governo para proteção ambiental. Na saída, evitou a imprensa e o público, sem responder perguntas. 

"Estou vendo os cartazes e manifestações de cada; isso tem sim eco nas iniciativas que nós temos considerado", afirmou Salles. Ele havia subido ao palco junto ao prefeito de Salvador, ACM Neto, e o diretor da agência de mudanças climáticas da ONU, Martin Frick. 

"Nós fomos convencidos pelo prefeito a fazer o evento, o que permitiu que as senhoras e os senhores estejam aqui", disse Salles, em resposta à fala de ACM Neto, que havia parabenizado o ministro por ter aceito realizar o evento. 

Em maio, Salles tentou cancelar a realização da semana climática, mas recuou após insistência de ACM Neto. 

O prefeito de Salvador, fez um longo discurso destacando a agenda climática na cidade e citando fatos históricos, como a passagem de Charles Darwin por Salvador.

Mediador do evento, o diretor da agência da ONU aproveitou para lembrar o protagonismo brasileiro nas negociações climáticas - gora sob suspense no governo Bolsonaro.  

"Já que você citou um fato histórico, vou lembra um também. A convenção do clima da ONU começou no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1992, e nós temos muito orgulho disso", disse Martin Frick. 
      

Fonte: Folhapress

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