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Aumento no preço do litro da gasolina pode chegar a R$ 0,15 com novo reajuste

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O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Piauí, Alexandre Cavalcanti Valença, acredita que o aumento no valor do combustível deverá chegar às bombas até o próximo sábado (23). A previsão é que o reajuste para o consumidor final  fique entre R$ 0,10 e R$ 0,15 por litro. Atualmente, o preço médio do litro de gasolina comum está a R$ 4,49 em Teresina. 

"Imagino que  (o reajuste) deverá ser entre R$ 0,10 e R$ 0,15; dependendo de cada posto (de combustível). Acredito que  daqui a três ou quatro dias, no máximo uma semana, esse aumento deva estar repercutindo nas bombas", disse.  

Alexandre Valença ressalta que a gasolina vendida às refinarias sofreu três aumentos significativos em pouco espaço de tempo. "Cerca de 10 dias atrás, houve aumento substancial do etanol, que interfere diretamente com a gasolina porque ela é composta 27% de etanol.  No dia 15, agora, o governo aumentou um pouco o imposto, dando mais um 'precinho no combustível'. E, agora por último, teve esse aumento da Petrobras, perto de 2,7%, que não tem como não chegar às bombas", explica.  

Sobre quando o aumento irá chegar ao consumidor final, o presidente do sindicato acrescenta que "os postos já estão comprando a preço maior. O repasse às bombas é gradual a medida que os postos vão adquirindo a mercadoria mais cara".

Alexandre Valença mantém a expectativa dos preços recuares ainda neste ano. Ele destaca que o comércio brasileiro nesta área é "muito imprevisível" já que mantém ligação com a variação do dólar, moeda americana, e do petróleo. 

"Fica a sabor de fatores externos e é praticamente impossível prever se terá algum aumento ou recuo lá na frente. Nós torcemos para um recuo porque toda vez que sobe atrapalha muito as vendas, pois o consumidor tem um poder de compra limitado. Toda vez que sobe dói no bolso do dono do posto também porque precisa inserir mais capital dentro do seu negócio, também sofrendo com a perda do volume". 

 


Foto: Péricles Mendel/Arquivo

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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