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Disputa do Mundial adia desfecho do futuro de Gabigol e Jesus no Flamengo

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Na goleada do Flamengo por 6 a 1 sobre o Avaí, um clima de despedida envolveu a noite chuvosa no Maracanã. Não apenas pela última apresentação rubro-negra em sua casa no já inesquecível 2019, mas também porque Gabigol e Jorge Jesus podem ter vivido seus últimos momentos diante da Nação.

Foto - Marcelo Cortes/Flamengo

Pendências mais urgentes do clube para esta reta final de ano, o artilheiro e o comandante ainda estudam o futuro e podem emplacar 2020 em novos ares. Por incrível que pareça, a disputa do Mundial de Clubes joga "contra" o Fla, que terá de ver o fim dessas novelas adiadas por conta da disputa em Doha.

Tão logo marcou o terceiro gol rubro-negro, Gabigol foi em direção à torcida, ajoelhou e beijou o gramado. Ao som de um pedido quase uníssono de "fica", o jogador mandou beijos para a arquibancada e ensaiou aquele que pode ter sido seu último ato.

"Fui muito feliz no Maracanã, é a minha casa. Não tem pressa, estamos tranquilos. Ainda temos o Mundial, a prioridade sempre será do Flamengo. Sobre o beijo no gramado, foi apenas um gesto de retribuição", despistou ele.

Com contrato até 31 de dezembro, Gabriel balança entre o sonho europeu e a idolatria encontrada no Rio. Não é segredo para ninguém que o atacante aguarda propostas de gigantes do Velho Continente, mas essas ofertas desejadas ainda não chegaram.

Ao passo que vê o tempo correr, o Flamengo já acenou para a Internazionale de Milão, dona dos direitos do atleta, que tem caixa para comprar 80%, operação que não sairia por menos de R$ 90 milhões.

Apesar de uma ligeira aflição gerada pela indefinição da permanência do astro, que entrou no gramado rodeado por dezenas de crianças, o clube entende que tem bala na agulha para sonhar alto no mercado se essa negociação for por água abaixo.

Ainda mais ovacionado que o jogador, Jesus também mantém certo mistério sobre sua continuidade, ainda que o contrato vá até maio de 2020. Uma cláusula, contudo, permite que o Mister deixe o clube ao final da temporada.

Apesar de repetir que só tratará do assunto quando acabar a competição mundial, o luso tem situação melhor encaminhada para continuar o trabalho que culminou com os títulos do Brasileiro e da Libertadores.

"Treinador não sabe nunca o dia de amanhã. Na minha vida, não tenho tido 'chicotadas psicológicas', como chamamos em Portugal. Quando ganha, é o técnico que decide se vai embora. Se perde, é o clube quem decide. Então, estamos sempre em cima do muro", disse o técnico.

Em meio a uma história já recheada por conquistas da dupla, o Flamengo vive dias enredado em novelas com dois de seus expoentes. O desejo na Gávea é que ambas terminem com final feliz.

Com 90 pontos no torneio nacional, o Rubro-negro encara sua última missão em solo brasileiro em 2019. No domingo (8), a equipe visita o Santos, às 16h, na Vila Belmiro.

LEO BURLÁ
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS)

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