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Aos 46 anos, Robert Scheidt garante vaga para sua 7ª Olimpíada e quebra recorde

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Agora é oficial. O velejador Robert Scheidt, aos 46 anos, confirmou nesta quinta-feira a sua vaga para a disputa da classe Laser dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Maior medalhista olímpico da história do país - são dois ouros, duas pratas e um bronze -, ele está em 29.º lugar no Mundial, que está sendo realizado em Melbourne, na Austrália, mas já confirmou seu lugar no Japão.

Em 2019, Scheidt ficou na 12.ª posição no Mundial da classe Laser e obteve o índice técnico estipulado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), que era ser Top 18 da competição. Mas ainda havia uma chance dele não se classificar, que era algum brasileiro ir ao pódio na edição deste ano. Além dele, o único do País presente no evento é Gustavo Nascimento, que está em 84.º lugar e não tem mais chances de conquistar medalha.

Com a vaga garantida, Scheidt terá o recorde de brasileiro com mais participações em Jogos Olímpicos. Só que o velejador pode ter companhia. Formiga deve igualar esse recorde, já que é um dos destaques da seleção brasileira feminina de futebol que já está classificada para Tóquio-2020, mas que ainda não teve a sua convocação confirmada. Rodrigo Pessoa, do hipismo, e Jaqueline Mourão, do ciclismo, também brigam para competirem pela sétima vez em uma Olimpíada.

Scheidt disputou os Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1996, aos 21 anos, e logo conquistou a medalha de ouro na classe Laser em Atlanta, nos Estados Unidos. Quatro anos depois, ficou com a prata em Sydney-2000, na Austrália, mas voltou a ir ao lugar mais alto do pódio em Atenas-2004, na Grécia. Em Pequim-2008, na China, com a prata, e Londres-2012, na Inglaterra, com bronze, conquistou medalhas em outra classe, a Star.

Para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, voltou a velejar na classe Laser, mas acabou na quarta posição. Em 2017, tentou uma nova mudança de categoria, para a 49er, mas não obteve bons resultados, voltando à Laser em busca de sua sétima Olimpíada.

Em Tóquio-2020, Scheidt almeja se isolar como maior medalhista olímpico do Brasil. Ele divide este status com o velejador Torben Grael, que também acumula cinco pódios: dois ouros (em Atlanta-1996 e Atenas-2004) e dois bronzes (Seul-1988 e Sydney-2000), todos na Star, além de uma prata em Los Angeles-1984, na classe Soling.

Fonte: Estadão Conteúdo

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