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Atlético-MG concede férias coletivas para reduzir custos durante a crise

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O Atlético-MG concedeu férias coletivas aos seus empregados de setores administrativos para reduzir gastos durante a paralisação do calendário do futebol nacional por causa do surto do novo coronavírus. A intenção é permitir ao menos 20 dias aos funcionários da sede. Eles retomarão às atividades em 10 de abril, conforme apurou a reportagem.

O clube não faz uma estimativa do que será economizado com a medida, mas imagina que será possível contar com a capacidade máxima dos setores em momentos cruciais do ano. O financeiro e o departamento de recursos humanos têm apenas um funcionário cada trabalhando neste período. O jurídico trabalha remotamente. Apenas as funções estratégicas permanecem ativas.

A estimativa do Atlético é gastar cerca de R$ 13,2 milhões em 2020 com folha salarial de funcionários que não estão diretamente ligados ao futebol profissional. O valor é previsto no orçamento do clube deste ano e considera redução de 10% em relação à estimativa para 2019.

A mudança na rotina da sede administrativa foi uma decisão tomada em 17 de março em virtude da pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, além de permitir o trabalho no esquema home office dos funcionários da sede administrativa, o clube paralisou os trabalhos do elenco profissional. Os jogadores foram liberados dos treinamentos na Cidade do Galo.

Em que pese as férias coletivas dadas aos funcionários administrativos, o clube mantém o departamento de futebol a todo vapor. Alexandre Mattos, novo diretor-executivo, mantém contato com o técnico Jorge Sampaoli e agentes em busca de novos reforços. A intenção é buscar ao menos cinco contratações no mercado da bola.

THIAGO FERNANDES
BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS)

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