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As reprises de jogos são um bom campo para estudos do futebol

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Uma de minhas ocupações durante a quarentena é assistir as reprises de dezenas de jogos de futebol, de voleibol, de Formula 1, boxe etc. Conforme já comentei, o futebol traz de volta clássicos estaduais, nacionais, Libertadores da América, Copa do Brasil e Copa do Mundo.

Foto: Marcelo Malaquias / EC Bahia

Para quem assiste como se estivesse numa sala de aula, é um excelente campo para observações de como funcionam o futebol coletivo, as ações individuais, as opções táticas; de como um time considerado mais forte e favorito acaba derrotado; de como uma falha simples define um placar e até mesmo títulos; de como jogadores simples, sem grande fama atuaram com enorme eficiência.

Três craques extraordinários(para citar apenas 3 ) tiveram funções táticas fundamentais em grandes decisões. Na decisão do mundial de clubes no Japão entre Flamengo e Liverpool, Zico ficou mais no meio-campo distribuindo jogo, atraindo a marcação adversária e deixando para Nunes a missão de decidir lá na frente.

Na Copa do México em 1970 o Rei Pelé andou pelo campo inteiro, da defesa ao ataque, dificultando a marcação italiana. No placar final deu Brasil 4 x 1. Na outra Copa no México em 1986 Maradona, principalmente na final, atuou mais longe da área e foi assim que colocou Burruchaga na cara do gol para decidir o jogo para os argentinos, campeões mundiais pela segunda vez.

São muitos os campos de observações. A Argentina perdeu duas copas das quais poderia ter saido vencedora. Em 1990 na Itália o árbitro marcou um pênalti que poderia deixar passar sem agressão à regra. 

Eram 40 minutos do segundo tempo e a Alemanha venceu por 1 x 0. Na Copa de 2014, realizada no Brasil, os argentinos perderam ótimas oportunidades para a vitória. Sofreram um belo gol nos instantes finais e perderam a Copa do Mundo.

Na Copa de 1990 na Itália o Brasil perdeu para a Argentina por 1 x 0, graças a um erro absurdo de marcação. Cinco brasileiros foram ao mesmo tempo cercar Maradona e deixaram Caniggia livre para marcar o gol. A Copa de 1994 nos Estados Unidos foi uma derrota para a imprensa esportiva brasileira e um título mundial para o Brasil.

A famosa Seleção Brasileira de 1982 foi derrotada pela Itália por 3 x 2 e nem mesmo chegou às semifinais. Estava cheia de craques, mas sofreu 6 gols em 5 jogos. A melhor exibição foi na vitória de 3 x 1 sobre a Argentina, quando Batista foi escalado de volante com a função de marcar. 

Os colegas que narraram e comentaram a reprise ficaram o tempo todo exagerando nos elogios para jogadas individuais e esqueceram o jogo como um todo. Até a camisa ( a mais feia de todas as Copas) era elogiada como a mais bonita.

Na reprise do jogo Itália e Argentina nas semifinais de 1990, com vitória argentina nos pênaltis, os colegas esqueceram o jogo e ficaram o tempo todo falando de novela.

Vou continuar vendo as reprises de jogos e sempre com o objetivo de acumular conhecimentos sobre futebol.

Dídimo de Castro 
[email protected]

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