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Covid-19: MP faz inspeção no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela

Foto: Divulgação MPPI

O Ministério Público do Piauí realizou inspeção, nesta quinta-feira(11), para verificar a situação do Hospital Natan Portela, que vem atendendo casos de pessoas infectadas com a Covid-19 e constata falta de profissionais e equipamentos. No início do mês, a Justiça tinha determinado que o Estado equipasse o hospital.

Em conversa inicial com o diretor do Hospital, o médico José Noronha, foi apresentado à equipe da inspeção, um relato geral em relação à capacidade de atendimento, estrutura e equipe que atende atualmente no Natan Portela. 

“Hoje temos uma escassez de profissionais para atender as demandas relacionadas à pandemia. Possuímos 17 leitos de UTI em todo o hospital. Leitos clínicos, são 67 e leitos clínicos para pacientes com Covid, 12. Precisamos de todo o suporte necessário para fornecer um serviço com qualidade à população”, destaca o diretor.

A falta de profissionais e de equipamentos comprometem o cuidado aos pacientes. Durante a vistoria, foram observados aspectos como a quantidade de material disponível, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) oferecidos aos profissionais da saúde, procedimentos realizados no hospital e condições estruturais.

“O prédio foi inaugurado em 1972, por isso, podemos notar uma estrutura antiga que necessita de melhorias. Algumas adaptações já estão sendo feitas para ampliar e melhorar espaços, já nos moldes atuais para estruturas de hospitais. Notamos portas antigas ou rachadas com fiação exposta”, afirma o engenheiro André Castelo Branco.

Na visita à UTI para pacientes com COVID-19, a equipe da inspeção constatou que faltam prateleiras e armários. Os profissionais não recebem toda a paramentação necessária. Segundo o diretor do hospital, há um projeto para que sejam instalados mais 10 leitos com a finalidade de receber mais pacientes.

A equipe do Grupo Regional de Promotorias Integradas no Acompanhamento da Covid-19 - Eixo Saúde (SUS), que esteve na unidade de saúde, foi composta pelo engenheiro André Castelo Branco e o médico Celso Pires, ambos servidores da instituição; a fiscal do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí, Nayra Fernanda e os auditores do Tribunal de Contas do Estado, Rafaella Luz e Antônio Fábio.

 

Da redação
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