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Daniel França diz que PSL não tem alinhamento automático com Firmino Filho

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O novo presidente do PSL em Teresina, Daniel França, afirma que o partido ainda não tem uma definição sobre o caminho que irá seguir na eleição municipal.  Segundo ele, o alinhamento com o prefeito Firmino Filho (PSDB) não é automático, apesar dos pedidos dos vereadores da sigla, para seguirem com o pré-c andidato a prefeito Kleber Montezuma (PSDB). 

Daniel afirma que recebeu da direção nacional a missão de faze o partido crescer na capital.  Ele afirma que o único caminho definido é que não irá se alinhar ao PT e a nenhum partido de esquerda.

"A primeira missão que recebi é fazer o partido crescer em Teresina e no Piauí.  Não posso falar que apoiar o PSDB será o caminho. Mas posso dizer que não apoiaremos candidatos que não estejam dentro do espectro ideológico da direita. Não faremos alinhamento com partidos da esquerda. Até o presente momento o PSL fez parte da base do prefeito Firmino Filho, mas não significa alinhamento automático. O objetivo da nacional é fazer o PSL crescer e fazer aliança com possibilidade de  crescimento ", afirma. 

Nos próximos dias ele terá encontros com lideranças como o prefeito Firmino Filho ( PSDB) e o ex-senador João Vicente Claudino (PTB).  

"Tenho conversado com todos. Se até alguém da esquerda quiser conversar eu vou. Não faz mal conversar. Firmino Filho me chamou para conversar, já conversei com o Dr. Pessoa, o  João Vicente também me chamou para conversar. Também teremos uma conversa com Fabio Sérvio ", disse.

O presidente do PSL  avalia que não há mais tempo para o partido trabalhar uma candidatura própria. Com isso, o caminho será uma aliança majoritária. 

"Candidatura própria até que gostaríamos, mas acho que não teremos tempo viável para isso. Então composição com outras chapas é absolutamente possível. Ganhamos tempo com o adiamento das eleições  e agora teremos mais tempo para ouvir e perceber os objetivos", destacou. 

Daniel França é enfático ao  afirmar que não há espaço, no PSL,  para pessoas ligadas ao presidente Bolsonaro. Ele afirma que os aliancistas  não poderão ser candidatos pela sigla. 

"Tivemos uma reunião com participantes da nacional e ficou claro que o PSL tem uma linha ideológica que não comporta os bolsonaristas e que estão desejosos de participar do Aliança. O PSL interpreta que a ruptura com Bolsonaro se consolidou a partir de mudanças de rumo que o próprio Bolsonaro decidiu tomar.  O PSL não pode aceitar que uma pessoa use a estrutura partidária para se eleger e depois trair o partido. E principalmente uma traição que já é anunciada", disse.

Lídia Brito
[email protected]

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