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Covid-19 é fator determinante para 40% das empresas que encerram atividades

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As pandemia da Covid-19 foi a causa responsável pelo fechamento de 4 em cada 10 empresas que encerram as atividades no Brasil até a primeira quinzena de junho. Entre 1,3 milhão de empresas que estavam com atividades encerradas, temporária ou definitivamente,  39,4% apontaram como causa as restrições impostas pela pandemia.

As informações fazem parte da nova Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, que integra as estatísticas experimentais do IBGE sobre os impactos da pandemia. 

A pesquisa ainda demonstra que o impacto da Covid-19 no encerramento de companhias foi disseminado em todos os setores da economia, chegando a 40,9% entre as empresas do comércio, 39,4% dos serviços, 37,0% da construção e 35,1% da indústria.

Entre 2,7 milhões de empresas em atividade, 70% reportaram que a pandemia teve um impacto geral negativo sobre o negócio e 16,2% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente. Por outro lado, 13,6% afirmaram que a pandemia trouxe oportunidades e um efeito positivo. 

Por segmento, o maior percentual de empresas em que a Pandemia tem tido efeito negativo está no setor de Serviços (74,4%), seguido por Indústria (72,9%), Construção (72,6%) e Comércio 65,3%.

“Os dados sinalizam que a Covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, têm baixa produtividade e são intensivos em trabalho, como os serviços prestados às famílias, onde se incluem atividades como as de bares e restaurantes, e hospedagem; além do setor de construção”, explica Coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas do IBGE, Alessandro Pinheiro. 

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Pequenas empresas foram as mais atingidas

Para sete em cada dez empresas em atividade, a pandemia resultou na diminuição sobre as vendas ou serviços comercializados na primeira quinzena de junho, em relação ao período anterior ao início da pandemia. O impacto foi maior entre as companhias de pequeno porte, com até 49 funcionários, em que 70,9% reportaram redução nas vendas.

O impacto também foi percebido por 62,9% das empresas do porte intermediário (entre 50 e 499 funcionários) e 58,7% das empresas de maior porte (acima de 499 funcionários). 

Entre os setores, a redução nas vendas foi maior na construção (73,1%) e nos serviços (71,9%), especialmente os serviços prestados a famílias (84,5%) e no comércio (70,8%) com destaque para a comercialização de veículos, peças e motocicletas (75,5%). Na indústria 65,3% das empresas reportaram redução nas vendas.

Cerca de 60% das empresas relataram maior dificuldade na capacidade de fabricar produtos e de atendimento aos clientes durante a primeira quinzena de junho, em relação ao período anterior ao início da pandemia – reportado por 67,2% das empresas do comércio, 65,5% da construção e 59,5% dos serviços.

Outras 60,8% revelaram ter tido dificuldade no acesso aos fornecedores, com impacto maior no comércio (74,0%) especialmente na comercialização de veículos, peças e motocicletas (87,4%). Na indústria, esse impacto foi reportado por 62,7% das empresas em funcionamento.

 

 

 

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