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Cortina de plástico permite abraço entre familiares e pacientes que enfrentam a Covid-19

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A distância dos familiares é uma das consequências enfrentadas por quem é internado por conta da Covid-19. Para tentar minimizar os efeitos do distanciamento e motivar quem está na luta contra a doença, uma cortina de plástico foi instalada no Hospital de Campanha Pedro Balzi para permitir que os pacientes tenham a oportunidade de voltar a abraçar seus entes queridos. 

As primeiras experiências foram realizadas na manhã desta terça-feira (28) e emocionaram os profissionais de saúde que atuam no local. 

O caminhoneiro Rogério Soares estava há mais de 10 dias sem contato com o pai, o idoso Artur Moura, de 86 anos, que está internado após complicações causadas pela Covid-19. Ao ter a oportunidade de voltar a abraçar o pai, o filho, emocionado, agradeceu a iniciativa do hospital de campanha. 

"Já estava com 10 dias sem ver meu pai. Sou caminhoneiro, vivo no mundo. Quando ele adoeceu,eu só pensava nele, nunca mais pensei em viajar. Só saio daqui agora quando ele estiver em casa,e bem. Fiquei muito feliz em ver meu pai. Só em ele estar vivo, pra mim já é uma coisa boa", disse. 

Quem também teve a oportunidade de abraçar um ente querido, foi o técnico em enfermagem Valdinar Carvalho. O pai dele, Anísio Silva, de 89 anos, enfrenta a Covid-19 no Hospital de Campanha Pedro Balzi. 

"Pra mim, foi muito emocionante estar aqui abraçando meu pai. Graças a Deus o hospital está nos dando essa oportunidade de ver meu pai. Sou muito grato por tudo isso. Só em ter falado com ele, e ter visto ele, mesmo que não seja do jeito que eu gostaria, pra mim já é tudo", relatou Valdinar. 

A diretora geral do Hospital de Campanha Pedro Balzi, Gina Nogueira, explica que a ideia de criar a cortina para abraços surgiu da necessidade de possibilitar um maior contato dos familiares com os pacientes internados, que, em muitos casos, demonstravam tristeza e ansiedade por estarem distantes dos entes queridos. 

"Já realizávamos o passeio terapêutico e passamos a convidar os familiares para acompanhar, com o distanciamento de um metro. Em um desses passeios, um familiar quis abraçar o pai. Nesse momento, eu lembrei que tinha visto algo na internet e tive a ideia de confeccionar a cortina de plástico para possibilitar esse abraço entre pacientes e familiares", explica. 

O abraço, assim como o passeio terapêutico, segue as orientações estabelecidas pelo protocolo criado pela equipe de infectologistas do Hospital de Campanha. 

A diretora da unidade lembra que, além da melhoria no humor, o contato com a família também traz impactos significativos para o tratamento da Covid-19. "É extremamente importante. A gente tem observado que diminui a ansiedade, os que não estão conseguindo se alimentar, voltam a se alimentar. Há uma melhoria psicossocial e até no biológico", reforça. 

 

Natanael Souza
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