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Frente Parlamentar defende a criação de polo agroindustrial na região do Cerrado

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A Frente Parlamentar em Defesa da Agropecuária Piauiense (FPA), solicitou ao governador do Wellington Dias (PT) a realização de um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTA) para a instalação de um Polo Agroindustrial, com base na cadeia produtiva da soja, do milho e do algodão dentre outras culturas, na região dos cerrados piauiense. O ofício já foi encaminhado pelo deputado estadual Henrique Pires (MDB), presidente da FPA.

O VBP (valor bruto da produção agropecuária) do Piauí mais do que dobrou nos últimos 10 anos, passando de aproximadamente R$ 2,1 bilhões (2010) para mais de R$ 5,3 bilhões (2019). Em termos de geração de emprego, estima-se que são gerados aproximadamente 50 mil empregos diretos, e mais 150 mil indiretos no cerrado piauiense. “Esta cadeia produtiva poderá ser melhor aproveitada e gerar mais emprego com a criação de um polo agroindustrial, por isso que defendemos essa ideia que também é uma reinvindicação dos produtores. Eu acredito na sensibilidade do governador para essa questão ainda mais neste momento em que vivemos da necessidade da recuperação econômica do Piauí e a agroindústria só tem a contribuir”, afirma o deputado.

Segundo os dados do IBGE, o Piauí tem se destacado na produção agropecuária,  especialmente na produção de grãos no cerrado piauiense. O Estado cultiva cerca de 1,5 milhões de hectares, onde aproximadamente 1,0 milhão (66%) estão nos cerrados. A produção de grãos do Estado, no ano-safra 2019/2020, atingiu aproximadamente 4,9 milhões de toneladas (+ 11,1%), sendo cerca de 4,5 milhões (92%) originadas do cerrado. Somente a soja, a produção foi de aproximadamente 2,45 milhões de toneladas (+ 5,2%); milho cerca de 2,20 milhões de toneladas (+ 20,0%); além de outros grãos, tais como: arroz, feijão, sorgo e milheto, e algodão.

Piauí tem condições seguras de ampliar o seu agronegócio

A criação do polo gera impacto positivo não só as 4 microrregiões (Alto Médio Gurguéia, Alto Parnaíba Piauiense, Bertolínia e Chapadas do Extremo Sul Piauiense) onde está a grande produção de soja e milho, mas também todo o Estado do Piauí. Aliado a isto estão outros fatores como a questão da possibilidade de expansão das áreas obedecendo as necessidades de preservação ambiental previstas em lei e da segurança jurídica alcançada com a modernização da legislação fundiária do Piauí.

A utilização da terra para a agricultura é de aproximadamente 12% deste território e evidencia-se a sustentabilidade do cultivo da soja e de outras culturas produzidas no Piauí. Corroborando, um recente estudo de análise territorial dos dados do CAR (Cadastro Ambiental Rural), realizado pela Embrapa, verificou que mais de 63% da área dos imóveis rurais são destinados a preservação da vegetação nativa pelos produtores piauienses.

 

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