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Governador critica politização da vacina e defende: “comprar a primeira que sair”

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Foto: Roberta Aline


O governador Wellington Dias (PT) criticou nesta sexta-feira (30) o “disse me disse” sobre a vacina contra a covid-19 e defendeu que o governo federal adquira a primeira que ficar pronta, independente de que país e quem esteja na negociação. 

“O que estamos defendendo, e tem divergência, é que queremos que compre do primeiro que fique pronto, seja a vacina americana, inglesa, da Rússia, chinesa. A que ficar primeiro pronto com aprovação cientifica e não vai se fazer nenhuma aventura. A vacina é aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A  Anvisa é uma entidade respeitadíssima, Butantã, Fiocruz, uma história de quantos anos no país, não vai brincar com coisa séria”, disse Wellington Dias que foi escolhido pelos governadores do País para articular a vacinação contra a covid-19. 

Na próxima semana, Wellington Dias informou que os governadores terão audiência com os presidentes Rodrigo Maia (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) e o ministro da Fazenda, Paulo Guedes para tratar sobre a compra da vacina e a Lei Mansueto. 

Wellington Dias afirmou que o impasse se deve ao fato do governo federal anunciar que não iria comprar a CoronaVac, vacina que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em parceria com o governo João Dória. 

Na frente de diálogos, o governador já marcou reunião com o representante também da OMS (Organização Mundial da Saúde) na América Latina. Wellington Dias disse que buscará informações atualizadas sobre a produção e eficácia da vacina. 

Sou da Paz

Sobre o conflito entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, Wellington Dias disse que não irá atrapalhar os diálogos.  

“Quem quiser fazer conflito, vai fazer sozinho. Sou da paz e com uma prioridade clara voltada para as 27 unidades da federação. Independente de partido, independente de quem é governo, quem é oposição temos algo em comum: a responsabilidade de encontrar uma alternativa para a pandemia e para a economia e essa alternativa é a vacina”. 

Dias lembrou que a Argentina, Colômbia, Bolívia, Chile, países vizinhos já estão adiantados na compra da vacina. “... e vamos ficar vendo o povo morrer todo dia de coronavírus não tem sentido”.

 Wellington Dias afirmou ainda que abriu diálogo com o Ministério da Saúde com ajuda do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). O ministro Eduardo Pazuello está afastado após diagnóstico da covid-19.

“Foi confirmado que irá manter o plano nacional de imunização, que será amplo, e com o compromisso que vai manter a câmera técnica que vai até 30 de novembro, onde irá apresentar todo o cronograma para a área do coronavírus”.


Flash Yala Sena
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