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Prefeito decreta toque de recolher em Ribeiro Gonçalves após casos de violência

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Foto: Google Maps

O prefeito de Ribeiro Gonçalves, Lindenberg Vieira da Silva (PT), decretou toque de recolher no município, que fica a localizado a 560 km ao Sul de Teresina. A medida é para evitar casos de violência na reta final da campanha eleitoral. No dia 25 de outubro, um jovem de 19 anos foi morto a facadas em uma praça da cidade durante uma briga supostamente motivada por questões políticas. O tio da vítima é o principal suspeito do crime.

Veja aqui o decreto

O decreto começou a valer nesta quinta-feira (12) e vai até o dia 14, véspera da eleição. O documento diz que, a partir das 21h30, a população deve manter confinamento domiciliar obrigatório, ficando "terminantemente proibido a circulação de pessoas, exceto quando necessária para acesso aos serviços essenciais e sua prestação, comprovando-se a necessidade ou urgência".

Segundo o decreto, quando a pessoa precisar sair de casa, deve se deslocar preferencialmente sem acompanhante. Quem descumprir o decreto poderá ser conduzido pela polícia e ter bens apreendidos.

"Poderá ocorrer apreensão de veículos e condução forçada de pessoas pelas autoridades municipais em decorrência do descumprimento do disposto no caput do art 1º", informa o decreto.

Em caso de desobediência, ainda de acordo com o decreto, o caso deve ser encaminhado à polícia, Ministério Público e ao juiz da 44ª Zona Eleitoral e da comarca de Ribeiro Gonçalves.

"O decreto foi de última hora para evitar confusão, como a que provocou há duas semanas um assassinato, simplesmente por questões políticas. Na parte da noite está tendo muita confusão. O decreto foi feito pela manhã e à noite já teve briga de novo. A gente sabe que não é a melhor forma de proceder, esse decreto, mas foi o único jeito. Foi feito inclusive com pedido do juiz e da polícia", disse o advogado do município, Bruno Correia Lima.

Ainda de acordo com o advogado, o município já recebeu reforço policial. "Pedimos ao governador e ao TRE que mandasse reforço. O prefeito pediu. Essa questão de política é complicada", finalizou.

Na época do crime, o candidato a prefeito João Antunes (PTB),  que fez o evento político na praça onde ocorreu o crime,  afirma  que o assassinato aconteceu  após o encerramento de todas as atividades e não teve ligação com nenhum evento realizado pelo grupo político. 

O candidato lamentou a morte de Samuel Sousa, 19 anos, e defendeu que as disputas políticas não fossem feitas com violência e, sim, com propostas e debates.

O prefeito Lindenberg Vieira (PT), que tenta a reeleição, também se manifestou sobre a morte de Samuel.  "Vivemos em uma sociedade democrática, na qual não é mais possível admitir que a violência seja utilizada para calar o direito de livre expressão dos nossos cidadãos e cidadãs ribeirenses", diz nota publicada nas redes sociais.

O caso segue sob investigação da polícia. 

Hérlon Moraes
[email protected]

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