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COE vai questionar hospitais e leitos públicos poderão dar suporte em lotação

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Fotos: Sesapi

Integrantes do COE (Comitê de Operações Emergenciais) de combate a Covid-19, da Sesapi (Secretaria Estadual de Saúde), vai enviar oficios aos hospitais da rede privada solicitando detalhamento sobre a ocupação dos leitos. A decisão foi tomada em reunião, que ocorreu nesta segunda-feira (28), após informe de que três hospitais da capital chegaram a suspender atendimentos, devido a lotação dos leitos clínicos e de UTIs.   

No final de semana, o diretor técnico do Hospital São Marcos,  Marcelo Martins, enviou documento às principais autoridades do Estado e do Município de Teresina chamando a atenção para a saturação da rede privada. No boletim divulgado pela Sesapi, o hospital São Marcos está com 100% da ocupação dos leitos.

O COE enviará questionamentos aos hospitais privados para que apresentem a oferta de leitos, o perfil dos pacientes, ocupação, atendimento aos planos de saúde e a capacidade de expansão. 

 Caso se constate o esgotamento do sistema, os hospitais públicos poderão dar suporte aos privados, dentro de um plano estratégicos realizado em parceria com todos os diretores e secretarias de saúde.  

O Superintendente de Organização do Sistema de Saúde da Sesapi, Jefferson Campelo, informou que será analisado a situação de cada município, de cada hospital para criar um plano individual de acordo com a demanda.

“Queremos tranquilizar a população no sentido de que a parte da ocupação geral de UTIs, clínicos e de estabilização está com 50% ocupadas com folga para se trabalhar. Cada situação está sendo estudada e analisada para que se crie estratégia para cada hospital, cada município e pedimos o empenho de todos para as medidas higiênicas, adotar o distanciamento e evitar aglomerações”, afirmou. 

O médico Vinícius Pontes, membro do COE e diretor do Hospital Infantil Lucídio Portela, informou que haverá revisão na ocupação de leitos da rede privada para entender o problema.

“Falaram que não têm vagas e é preciso entender melhor o que está acontecendo para que a rede pública possa dar esse suporte. Eles serão provocados a explicar a taxa de ocupação porque nem no pico máximo da doença não tivemos colapso e porque agora? É preciso um olhar crítico para saber a real situação”, disse. 

Flash Yala Sena
[email protected]

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