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Com um a menos, São Paulo perde do Botafogo no Rio e anima Internacional

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O São Paulo continua realizando façanhas neste Brasileirão. O problema é que nos últimos tempos as façanhas são sempre negativas. Como a desta segunda-feira, quando perdeu para o lanterna e rebaixado Botafogo por 1 a 0, no Engenhão. 

Foto - Rubens Chiri / saopaulofc.net

E Luciano ainda perdeu um pênalti. Com isso, desperdiçou a chance de garantir a vaga direta na fase de grupo da Copa Libertadores.

Em quarto lugar, com 63 pontos, ainda pode ser ultrapassado pelo Fluminense (61) na última rodada. Quem gostou foi o vice-líder Internacional, pois agora o São Paulo está obrigado a vencer o líder Flamengo na quinta-feira se quiser garantir a vaga por suas próprias forças. 

O time gaúcho precisa torcer por um tropeço do Fla para ficar com o título.

Para o São Paulo, nem o empate pode servir na última rodada se o Fluminense bater o Fortaleza, pois o time carioca seria o quarto pelo número de vitórias. Aí, restaria ao time do Morumbi torcer para o Palmeiras ser campeão da Copa do Brasil, para poder herdar a quinta vaga direta.

O vexame do São Paulo pode ser medido pelos números do Botafogo. Havia ganho 1 ponto nos últimos 10 pontos - 1 empate e 9 derrotas.

Nas últimas 23 partidas, venceu apenas 1 (2 a 1 no também rebaixado Coritiba, em 19 de dezembro passado), com 4 empates e 18 derrotas. E nesta segunda chegou apenas a seu 27º ponto no Brasileirão.

Em campo, as jogadas das duas equipes ficaram muito concentradas pelo meio na etapa inicial. Com isso, além de o espaço ser menor, por causa do "congestionamento" do setor, o perde e ganha foi acentuado. 

O Botafogo, com um time inexperiente, pois já prepara a garotada para o Campeonato Carioca e, mais para a frente a Série B, tinha dificuldade para dar prosseguimento às jogadas. O São Paulo se enrolava na marcação.

A primeira boa chegada foi do São Paulo e aconteceu aos 7 minutos. O time entrou tocando e a bola ficou para Reinaldo bater da entrada da área, por cima do gol. O Botafogo devolveu quase imediatamente. Após uma retomada de bola, Kayque arriscou de fora da área e Tiago Volpi defendeu no meio do gol.

Depois disso, demorou quase 20 minutos para alguma equipe criar jogada de perigo, e foi o Botafogo. Primeiro em um cruzamento de Ênio, que Kaique não alcançou. Logo depois, Ênio aproveitou a falha de marcação e recebeu livre na área, mas chutou fraco e Volpi pegou.

Aos 29, o São Paulo permitiu ao Botafogo um contra-ataque que terminou com a expulsão de Reinaldo. Com o time marcando muito adiantado, o time carioca roubou a bola e Warley foi lançado em velocidade. 

Ganhou na corrida do lateral-esquerdo e quando se preparava para entrar na área foi derrubado. O árbitro Bráulio da Silva Machado considerou que havia chance real de gol, pois o atacante entrava livre, e aplicou vermelho a Reinaldo, que por isso não enfrenta o São Paulo na quinta-feira.

Aí, o Botafogo se empolgou e passou a jogar do campo defensivo do São Paulo. A sorte dos paulistas é que a qualidade técnica dos cariocas é baixa.

Teve chance com Bruno Nazário e depois com Warley (Volpi defendeu), mas a melhor delas foi com Ênio, na entrada área, mas o goleiro são-paulino rebateu a bomba.

Após 10 minutos de pressão do Botafogo, explorando o buraco deixado por Reinaldo (Sara foi deslocado para a lateral, mas não se achou), o interino Marcos Vizolli decidiu colocar Léo no lugar de Toró para recompor o setor.

Mas o sufoco continuou. Volpi ainda teve de fazer outra boa defesa em chute cruzado da direita de Warley, espalmar com dificuldade um chute forte de Luiz Otávio de fora da área e ainda viu um chute de Bruno Nazário, na 10ª conclusão do Botafogo, desviar na zaga e ir para escanteio antes de a etapa acabar, para alívio dos são-paulinos.

O problema é que o jogo não mudou na etapa final. O sufoco continuou. O Botafogo, que trocou um volante (Kaique) por um centroavante (o grandalhão Matheus Baby), manteve o bombardeio.

Faltava acertar o alvo. Quando acertou, fez 1 a 0. Warley cruzou para Matheus Baby, que ganhou pelo alto de Arboleda e cabeceou sem defesa para Tiago Volpi.

Depois do gol, o Botafogo continuou atacando, em busca do segundo, aproveitando também o fato de o São Paulo ter ido mais para frente, abrindo espaços. E Tiago Volpi continuou fazendo boas defesas.

Aos 35, o juiz marcou um pênalti inexistente de David Sousa em Galeano - considerou que o zagueiro empurrou o atacante, o que não ocorreu.

Após muita reclamação e confusão, a decisão foi mantida (Bráulio Machado não reviu as imagens), Luciano bateu, mas o goleiro Diego Loureiro voou no canto esquerdo e espalmou.

O São Paulo desanimou. E não teve mais forças. O Botafogo controlou o restante da partida. E mereceu vencer.

Por Almir Leite
Estadão Conteúdo

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