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Política

Robert responde críticas de vereadores e diz que estratégia da prefeitura é testar em massa

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Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

O secretário de Finanças, Robert Rios, afirma que a prefeitura não defende um lockdown completo e aposta na testagem em massa para frear o avanço do coronavírus na capital. A prefeitura irá adquirir 30 mil testes e o objetivo é realizar mutirão de testagem em como shopping, supermercado e locais que gerem aglomeração.

O objetivo é isolar as pessoas que testarem positivo para o coronavírus. "A prefeitura pensa em fazer um controle sanitário a partir da testagem em massa. Nosso objetivo é criar patrulhas para andar em toda a cidade, testando as pessoas. Quem testar positivo, receberá não  só o diagnóstico, mas o conselho de como vai proceder. Essa pessoa deve ser imediatamente isolado. O problema é que uma pessoa contamina várias outras e cria uma progressão geométrica impossível de ser suportada pela força  de saúde. Os hospitais estão abarrotados e cada vez contaminando mais. Se conseguirmos identificar os contaminados com a testagem em massa, essa pessoa será isolada, vamos diminuir o fluxo e os postos de saúde e hospitais vão desafogar", afirmou.

Nas últimas semanas, vereadores têm criticado a postura da prefeitura com relação as medidas do governo do estado que propõe um isolamento maior. O vereador Dudu (PT), que é da base aliada, chegou a dizer que Dr. Pessoa ainda não compreendeu a gravidade da situação. Outro aliado, Joaquim do Arroz (MDB) apresentou proposta de lockdown de 12 dias, que não foi acatada pela prefeitura. 

Robert diz que as críticas fazem parte da democracia. "Cada vereador é independente. Esse conjunto leva a algo positivo. Têm os que defendem lockdown, outros não, faz parte da democracia. Vereador é como cidadão. Cada um pensa de um jeito", disse. 
Apesar dos desencontros com a política do governo do estado de combate a pandemia, Robert diz não haver cabo de guerra. 

 "Não vejo qual foi o momento que a prefeitura resistiu a qualquer decisão do governador. Muito pelo contrário, cumprimos os decretos.  Retiramos decisões que não tem nada haver com o controle da pandemia. Abre um restaurante e não pode colocar música mecânica, isso não influencia em nada. Posto de gasolina fechado. É a mesma coisa do drive thur. Fechar os postos de gasolina não foi inteligente. Temos que fazer isolamento. Mas de forma inteligente. Queremos uma barreira sanitária. Não é fechando tudo que se resolve. Mas sim, fazendo testes em comércio, farmácias, shopping, em todos os locais. A prefeitura tem a tendência de seguir os decretos. Tem parte que concorda e outras não. Temos sido parceiro. Sem cabo de guerra", afirmou.

 

Lídia Brito
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