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Vacina da Janssen, de uma única dose, deve ser distribuída na quinta-feira aos estados

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Foto: Roberta Aline

As 3 milhões de doses de vacinas da Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) que chegarão amanhã (15) ao Brasil, têm  previsão de já na quinta-feira (17) serem distribuídas aos estados. A vacina da Janssen é diferenciada, pois é de uma única dose. A logística de imunização terá que ser rápida, pois as doses estão com prazo curto de validade, até o dia 27 de junho.  

A previsão é a de que os imunizantes cheguem ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). 

Semana passada, a Johnson & Johnson anunciou que a agência reguladora dos Estados Unidos aumentou de três para quatro meses e meio o prazo de validade da vacina contra Covid-19 da Janssen.

Por causa da validade curta do lote de 3 milhões, o Ministério aconselha que os estados apliquem as vacinas do lote antecipado somente nas capitais e de maneira rápida.

Durante seu depoimento na CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou que o lote com as doses da Janssen tem validade até 27 de junho, que consultou os conselhos de saúde antes de aceitar a remessa e que o país corria o risco de perder as vacinas se houvesse demora no posicionamento do FDA.

Ao chegar ao Brasil, as vacinas serão enviadas ao centro de distribuição logístico de Guarulhos, onde serão inspecionadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) que testará a qualidade das doses.

A previsão é a de que o imunizante comece a ser distribuído aos estados em 48 horas, ou seja, nesta quinta-feira (17).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial da vacina da Janssen em 31 de março de 2021. A Johnson & Johnson anunciou que o imunizante teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves.

Com relação a temperatura de armazenamento e transporte da vacina não oferece desafios à logística, uma vez que pode ser mantida entre 2ºC e 8ºC em por até três meses.

A vacina fabricada pela Johnson & Johnson tem eficácia global de 72%. Já a proteção contra casos graves da doença é de 85%, segundo estudo realizado em janeiro deste ano.

 

Da Redação (Com informações da Folhapress)
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