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Escolher vacina e adiar a proteção é se manter em risco, alerta médica infectologista

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A médica infectologista Ana Paula Burian, que é membro da Comissão Técnica para Revisão dos Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), alertou, nesta quarta-feira (07), que escolher qual vacina tomar contra a Covid-19 é adiar a proteção e se manter em risco nesse momento de pandemia.

Além disso, a médica ressalta que agendar uma vacina e não comparecer ao posto de vacinação, no dia e hora marcada, é prejudicar o outro que busca pela imunização e não conseguiu a vaga. Ela ressalta que todas as vacinas aplicadas no Brasil são eficazes. Atualmente, o Ministério da Saúde aplica no país as vacinas CoronaVac, Pfizer, AstraZeneca e Janssen. 

Em entrevista ao Notícia da Manhã, a médica lembrou que muitos estados brasileiros já registram a redução do número de mortes de idosos e de profissionais de saúde, que foram os primeiros a receber as vacinas no Brasil. 

“Nós já vimos reduzir bastante o número de óbitos de profissionais de saúde que continuam se expondo na linha de frente. Os idosos não são mais o público que mais morre. Agora são os jovens não vacinados que estão morrendo. Então, neste momento, escolher vacina e adiar a proteção é se manter em risco em função de uma outra vacina”, diz. 

A médica lembra a todos que os brasileiros só estarão protegidos quando “boa parte da população tiver tomado o sistema completo de doses”. 

“Nós temos três vacinas com duas doses e uma vacina com uma dose. Se eu marco o agendamento e deixo de me vacinar, além de não estar me protegendo, eu estou atrapalhando outra pessoa de se proteger porque ela não conseguiu acesso já que eu ocupei essa vaga”. 

Outro problema que atrapalha, segundo a especialista, é que o frasco não possui uma única dose. “Tem frasco que são seis doses, outros são 10 ou cinco doses. Então, quando ocorre o agendamento das vacinas se conta com o (comparecimento das pessoas) para não haver o desperdício”. 

“Se a gente não conseguir vacinar toda a população, quanto mais ocorre atrasos em função de escolhas, mais adia a proteção e o momento de um dia tirar a máscara. Lembrando que agora, nesse momento, mesmo vacinado, todo mundo precisa manter o uso da máscara, o distanciamento social e a lavagem de mãos”.  

Gripe 

A especialista ressalta que as pessoas também não estão buscando pela vacina contra a influenza (gripe). O Ministério da Saúde já liberou a vacinação para toda a população, antes estava restrito a alguns públicos prioritários.  Em Teresina, a vacinação contra a gripe vai estar disponível a partir do dia 12 de julho nas Unidades Básicas de Saúde.  

 

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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