Cidadeverde.com
Política

"Tudo dentro da legalidade", diz Francisco Canindé à CPI do Transporte

Imprimir

O ex-secretário de Finanças da Prefeitura Municipal de Teresina, Francisco Canindé, foi ouvido nesta quinta-feira (12) durante a CPI do Transporte Público.  A decisão de convocar o ex-gestor surgiu diante da necessidade de esclarecer questões acerca de movimentações financeiras realizadas nos últimos anos. Na capital, desde o ano passado, o sistema de ônibus enfrenta crise. 

"Tudo dentro da legalidade, obedecendo um contrato assinado ainda em 2015. Pagamentos que seguiram todo o trâmite, passaram pela controladoria do município e foram homologados na Justiça. A prefeitura cumpriu o que estava no acordo", disse o ex-gestor das Finanças. 

Francisco Canindé geriu a pasta entre 01 de novembro de 2018 e 31 de dezembro de 2020. Ele comandou as Finanças do município na execução do acordo judicial que estabeleceu pagamentos ao setor empresarial em 2020. 

O presidente da CPI, vereador Dudu Borges (PT), questionou o depoimento de Canindé. 

"O secretário colocou que estava tudo ok, que tinha recurso, mas não pagaram novembro e dezembro. Das verbas indenizatórias, não pagaram outubro. Se estava tudo ok, se fecharam acordo em outubro, no mês da eleição de 2020, pagaram um mês e não pagaram o outro já que tinha recurso", questionou Dudu Borges. 

Para o relator, o vereador Enzo Samuel (PDT), a prioridade da CPI não é apontar culpados, mas soluções para a crise do transporte coletivo. 

"Independente de CPI ou não, medidas podem ser adotadas. A CPI é um instrumento dessa casa, é um poder pararelo e está aqui para opinar qual o problema e como a gente pode tentar melhorar. Mas a solução não passa por aqui. Quem tem que enfrentar esse problema é a prefeitura de Teresina. Não dá mais para ver a população de Teresina sofrendo pela falta de transporte público", disse o vereador. 


Com informações Jornal do Piauí
[email protected]

Imprimir