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Rio de Janeiro começa a aplicar 3ª dose em idosos residentes em asilos

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Foto: Roberta Aline

Em meio ao avanço da variante delta, a cidade do Rio de Janeiro começou a aplicar nesta quarta-feira (1º) doses de reforço contra a Covid nos idosos que residem em instituições de longa permanência, tanto públicas quanto privadas. Podem receber a terceira dose os moradores de asilos cujo esquema vacinal esteja completo e que tenham recebido a segunda dose há pelo menos três meses.

A vacinação de reforço, anunciou a prefeitura, será feita com doses da Pfizer ou da AstraZeneca, conforme a disponibilidade.

A imunização de quem reside em asilos se estenderá até o dia 10. A partir do dia 13, será a vez dos idosos com 95 anos ou mais de modo geral. A expectativa é que, até o final de outubro, toda a população de 60 anos ou mais da cidade já tenha recebido a terceira dose. No estado de São Paulo, essa nova fase da campanha será iniciada na segunda (6) com pessoas acima de 90 anos.
Dificuldades logísticas, porém, podem comprometer esse plano. Nesta quarta, a prefeitura suspendeu a vacinação dos adolescentes de 16 anos, porque, segundo informaram, o Ministério da Saúde não enviou as remessas necessárias, um problema que vem se tornando cada vez mais frequente.

No dia 20, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou a paralisação da repescagem para o grupo de 20 a 29 anos, alegando não ter recebido imunizantes do PNI (Programa Nacional de Imunização). Antes, no começo de agosto, a pasta alegou o mesmo problema ao suspender a vacinação por dois dias.

Na capital fluminense, 96% das pessoas maiores de 18 anos já receberam a primeira dose e 49% completaram o esquema vacinal. Enquanto isso, os cariocas assistem à piora do quadro epidemiológico da cidade. A taxa de ocupação das UTIs está em 95% e das enfermarias, em 83%.

De acordo com o último boletim epidemiológico, todas as 33 regiões administrativas da cidade estão com risco alto para Covid-19. Especialistas atribuem esse cenário ao relaxamento dos cuidados contra o vírus e ao avanço da delta, variante mais contagiosa que as demais.

Essa cepa ultrapassou a gama e se tornou predominante no Rio. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, ela corresponde a 96% das amostras analisadas na capital e a 89% no estado.


Fonte:Folhapress

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