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Comitê do Consórcio Nordeste reforça aplicação da 3ª dose da vacina contra a covid

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O Comitê Científico de Combate ao Coronavirus do Consórcio Nordeste emitiu nota aos estados informando da necessidade de aplicação da 3ª dose da vacina contra a covid-19. O primeiro grupo a receber o reforço é o de pessoas acima de 70 anos de idade que tenham tomado a 2ª dose há pelo menos 6 meses. Leia aqui a nota

O Ministério da Saúde, após ampla discussão na Câmara Técnica em Imunização da Covid-19, optou por adotar a administração, a partir do 15 de setembro de 2021, de dose de reforço da vacina para todos os idosos acima de 60 anos, e que deverá ser administrada 6 meses após a última dose do esquema vacinal (única ou segunda dose), independente do imunizante aplicado, e dose de reforço para pessoas com alto grau de imunossupressão", diz trecho da nota.

Segundo o Comitê, "estudos da comunidade científica apontaram fortemente para a necessidade de uma terceira dose nos idosos, com emprego de vacina heteróloga (vacina diferente da dose anterior)". 

"Entre as razões para as doses de reforço se destacam: a diminuição da proteção contra infecção ou doença, em particular doença grave ao longo do tempo; a redução da proteção contra variante(s) de preocupação (VOC); a proteção inadequada da série primária em alguns grupos de risco para os quais as evidências dos ensaios clínicos de fase 3 não foram incluídos e que os títulos de anticorpos neutralizantes diminuíram
substancialmente seis meses após duas doses. Este é o caso da vacina CoronaVac", informa o Consórcio.

A nota reforça que a vacina a ser utilizada para a dose adicional deverá ser da Pfizer ou, de maneira alternativa, AstraZeneca ou Jansen. 

O Comitê finaliza afirmando que, dependendo do avanço da vacinação, outros grupos podem ser beneficiados com a 3ª dose.

"Destaca-se que com o avanço da vacinação nas demais faixas etárias, a depender da evolução da epidemia no País, bem como o surgimento de novas evidências científicas, a administração de doses adicionais para outros grupos, em especial os profissionais da saúde, poderá ser considerada", diz a nota.

Hérlon Moraes
[email protected]

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