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Sem flexibilização das medidas, crianças seguirão prejudicadas no processo ensino-aprendizado

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Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Em 2021, pais fecharam a Avenida Frei Serafim em protesto contra restrições às aulas presenciais


Para Syntia Rodrigues, professora da rede particular de Teresina; com experiência de mais de 20 anos, a não flexibilização das medidas sanitárias com o uso obrigatório das máscaras por crianças, por exemplo; conforme decreto estadual publicado na última quarta-feira (12), é desfavorável para o processo de ensino nas escolas.

"Com a pandemia, a Educação foi uma das áreas mais afetadas. Nossa área precisa necessariamente do contato entre o aluno e o professor para haja um troca entre eles. Vejo o cenário como gravíssimo, pois os alunos estão despreparados", afirma.

Apoiadora do "Movimento Volta às Aulas"; que reivindica o retorno integral sem restrições das atividades em escolas e instituições de ensino, a professora Syntia Rodrigues entende que a Educação precisa avançar como os demais setores.

"Estamos há dois anos com a Educação praticamente parada e observamos, hoje, que todas as outras áreas já voltaram e seguem se desenvolvendo menos o Ensino", admite Syntia Rodrigues.

Foto: Divulgação



Mauricélia Pinheiro, psicóloga clínica, explica como o uso obrigatório de máscaras por crianças tem causado insatisfação e demandado atenção por parte de pais e responsáveis.  

"As crianças têm sido um dos públicos mais afetados com a pandemia. Elas ficam incomodadas pelo uso obrigatório das máscaras porque machucam, sentem que aperta e sufoca. Os pais e responsáveis têm precisado lidar com essas queixas", reconhece Mauricélia Pinheiro.

Ilara Madeira, mãe e integrante do "Movimento Volta às Aulas", esclarece que o grupo tem buscado o retorno integral das atividades escolares sem as restrições que foram impostas pelos governos estadual e municipal.

"Normas como o uso de máscaras pelas crianças e os dias de afastamento da turma; em caso de aluno positivado, precisam ser revistas uma vez que, por exemplo, não há mais a necessidade de 14 dias quando a normativa do Ministério da Saúde já fala em apenas 5, 7 ou 10 dias dependo do caso; não havendo necessidade de isolar a criança que não apresentar sintomas", expõe Ilara Madeira.



Da Redação
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