Cidadeverde.com
Cidades

"Não queremos fechar nenhum segmento econômico", afirma infectologista do COE

Imprimir

Com o aumento da positividade para a covid-19 no Piauí, o Comitê de Operações Emergenciais (COE) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) não descarta a recomendação de novas restrições caso o atual cenário se mantenha. Para evitar um recrudescimento das normas, a orientação é que a população obedeça às normas sanitárias em vigor.  

"Estamos fazendo isso justamente para não fechar nenhum segmento econômico. Ninguém quer impedir nenhum segmento econômico de funcionar, mas isso vai acontecer, ou não, independentemente pela evolução da doença. O que a gente quer é impedir que isso evolua", alertou José Noronha, médico infectologista e membro técnico do COE. 

Apesar de ressaltar que não seja intenção do COE “fechar as escolas”, o especialista informou que o Comitê está revisando a nota técnica da Sesapi, com a participação de profissionais da educação, que regulamenta o funcionamento dos estabelecimentos de ensino públicos e privados em todo o estado em relação a pandemia. 

Segundo o infectologista, a falta de informações sobre a situação da doença em escolas e universidades é um problema. “Temos uma percentagem ínfima das instituições de ensino notificando os casos de pessoas doentes, sejam funcionários ou alunos. Não temos como tomar qualquer atitude se não soubermos o que está acontecendo, isso é nítido”, ressaltou.

Foto: Reprodução/Sesapi

De acordo com dados da última Semana Epidemiológica do estado, a taxa de positividade para a covid-19 aumentou em mais de 1800% em uma semana e a média móvel de óbitos pela doença, que estava zerada, subiu para uma nos últimos sete dias.  No Hospital Natan Portela, em Teresina, 80% dos leitos de UTI estão ocupados por pacientes com a doença. 

“É o nosso hospital de referência na região Entre Rios. As pessoas estão adoecendo e não temos demanda por leito de enfermaria, mas temos leitos de UTI, então a população precisa se vacinar. Temos uma adesão satisfatória à primeira dose de reforço, por volta de 75%, mas a nossa adesão à segunda dose de reforço agora está em 15%”, enfatizou Noronha.

Breno Moreno
[email protected]

Imprimir