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Eletrobras tem prejuízo líquido de R$ 88 mil no 3º trimestre

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Foto: Arquivo/Cidadeverde.com 

A recém-privatizada Eletrobras registrou prejuízo líquido de R$ 88 mil no terceiro trimestre de 2022, 100% inferior ao lucro líquido de R$ 965 milhões obtido no terceiro trimestre de 2021, segundo relatório publicado nesta quarta-feira (9).

De acordo com a companhia, o resultado do terceiro trimestre deste ano foi impactado negativamente por fatores como como a deflação do IPCA (-0,37%) e do IGPM (-1,43%) sobre a receita de transmissão; amortização dos novos ativos de geração e despesas financeiras das obrigações junto à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e projetos especiais; provisão para crédito de liquidação duvidosa em relação à Amazonas Energia e contingências com destaque para a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), uma das subsidiárias da Eletrobras.

O balanço mostra que a Eletrobras apresentou forte liquidez no terceiro trimestre, com disponibilidade de R$ 16,8 bilhões e realização de investimentos de R$ 990 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrado foi de R$ 2,4 bilhões, enquanto a receita líquida ultrapassou R$ 8 bilhões. A receita da companhia aumentou R$ 1 bilhão, com destaque para a consolidação da Santo Antônio Energia e a energia gerada aumentou 2,5%.

"A Eletrobras vive um momento especial, em que iniciativas já estão em curso, norteadas pela criação de valor e mitigação de riscos", disse o presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior. "Destaco como próximos passos de extrema importância a conclusão do plano de demissão voluntária (PDV); a revisão do plano estratégico; a migração para o novo mercado; a definição da estratégia de comercialização de energia; a reestruturação da holding e subsidiárias; assim como a redução de passivos".

No final de outubro, a companhia anunciou um plano de demissão voluntária para empregados aposentados ou que atingirão as condições de se aposentar até 30 de abril de 2023. Há 2.312 trabalhadores nessa condição tanto na holding como em suas subsidiárias.

A empresa estima que o plano vai custar R$ 1 bilhão, com a quitação de direitos e incentivos, como o pagamento de nove salários e de gastos equivalentes a três anos de plano de saúde e um ano de auxílio-alimentação.

O valor seria recuperado em pouco mais de 11 meses, informou em nota a Eletrobras, que desde junho é uma empresa sem controlador definido: no processo de privatização, o governo emitiu novas ações para investidores privados, reduzindo sua fatia para 29%.

 

Fonte: Folhapress 

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