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Demissão em massa: Ônibus são impedidos de sair em protesto

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Atualizada às 15h48min
 
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Teresina - Sintetro - estão desde a manhã desta terça-feira (14) no Terminal Rodoviário Lucídio Portela impedindo a saída de ônibus das empresas São Geraldo, Gontijo, e Nacional. Elas teriam demitido todos os funcionários piauienses e contratado mineiros para realizar o trabalho.
 
 
De acordo com o presidente Francisco das Chagas Oliveira, o ato é em defesa dos trabalhadores piauienses. Cerca de 30 pessoas perderam o emprego. O Sindicato passou a impedir a saída de ônibus conduzidos por outros funcionários, que teriam vindo de Belo Horizonte. Pelo menos quatro viagens já deixaram de ser realizadas.
 
 
Passageiros como a autônoma Joice Mendes, que quer viajar com a filha pequena para Marabá/PA, e a também autônoma Socorro Pimentel, 39 anos, reclamam da falta de providências. O gerente, identificado como Hebert, disse que não pode falar em nome da empresa, e respostas só poderão ser dadas pela direção em Belo Horizonte.
 
 
Manoel Raimundo Clemente Sousa trabalhava há 8 anos na São Geraldo, e disse que todos foram demitidos sem nenhuma justificativa. "Apenas pediram o crachá e não falaram nada", declarou.
 
Três viaturas da polícia acompanham a manifestação. Não houve confronto. A tenente-coronel Júlia Beatriz Pires de Almeida chegou ao local para intermediar as negociações.
 

Por volta de 15h40min, a polícia fez uma proposta para que ao menos dois ônibus sejam liberados até a chegada do negociador, que vem de Belo Horizonte. Já foi marcada uma mesa de negociação para amanhã. Motoristas estão reunidos para analisar se aceitam o pedido. Enquanto isso, passageiros já pegam a bagagem nos ônibus em que iriam embarcar. O dinheiro está sendo devolvido pelas empresas.
 
 
Yala Sena (flash do Terminal Rodoviário Lucídio Portela)
Fábio Lima (da Redação)
[email protected]
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