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Inquérito sobre morte de músico segue no DHPP; família questiona laudo da perícia

Foto: Reprodução

Por Adriana Magalhães

O inquérito que investiga a morte do músico Carlos Henrique, 24 anos, será conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A decisão foi comunicada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko. Ele morreu nesta quinta-feira (30) em Teresina, depois que uma perseguição entre polícia e suspeitos de crime se envolverem em um acidente com o carro de aplicativo que levava o músico para casa, durante a madrugada.  

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Segundo o coordenador do DHPP, Francisco Baretta, inquéritos que envolvem mortes decorrentes de perseguição policial devem ser conduzidos pela delegacia especializada.

"Temos uma resolução do Conselho Nacional do Ministério Público e da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República que estabelece que qualquer intervenção policial com resultado morte deve ser apurada pela unidade especializada de homicídios, que aqui é o DHPP", explicou.

O delegado disse que agora a investigação está sendo realizada a partir dos depoimentos colhidos pelo delegado plantonista, na Central de Flagrantes, que ouviu os policiais envolvidos na perseguição aos criminosos e o motorista do carro de aplicativo atingido durante o acidente. 

"A equipe do DHPP está em campo buscando as imagens de câmeras de segurança da região, para ajudar na determinação da dinâmica dos fatos. De posse dessas imagens e dos depoimentos já colhidos, é que vamos determinar se precisamos ouvir os envolvidos novamente e se será necessário uma reconstituição do fato", adiantou.

Foto: Reprodução

O diretor do Instituto de Medicina Legal (IML), Antônio Nunes, reforçou que foi realizada perícia de trânsito no local após o acidente.

Família contesta causa

A família do músico está questionando as informações passadas ontem pelo Instituto Médico Legal do Piauí (IML), que informou à imprensa que não foram encontrados ferimentos decorrentes da ação de arma de fogo no corpo da vítima e, ainda, que um exame preliminar do veículo de aplicativo não apontou marcas de bala no carro que conduzia Carlos Henrique. 

Segundo o pai do músico, Carlos Batista Rocha, seu filho morreu no local em que foi ferido e já teria chegado morto no HUT.

"Meu filho estava em casa e saiu para o trabalho, um homem digno e trabalhador. Cadê as câmeras? Lá tem muita câmera. Cadê a segurança de lá? Cadê o bandido? Ele sumiu. Eu quero as imagens", disse bastante abalado.

O advogado da família, Smailly Carvalho, sustenta que os ferimentos na cabeça de Carlos Henrique foram provocados por arma de fogo, e aponta a existência de ferimento de entrada e saída de projétil no crânio da vítima. 

"Vamos contestar esse suposto laudo do IML. Está nítido! Ele tem um disparo, uma perfuração na cabeça, dá para ver a olho nu, não é preciso de perícia. Nós temos certeza que os fatos não foram como estão colocando para a mídia", afirmou.

Sobre as fotos mencionadas pelo advogado da família que mostram um ferimento na cabeça do músico, o coordenador do DHPP disse que não viu o corpo da vítima e que a avaliação dos ferimentos deve ser feita pelos médicos legistas.

O corpo de Carlos Henrique foi enterrado na manhã de hoje (31) no Cemitério São Judas Tadeu, sob forte comoção.

 

 

 

 

 

 

 

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