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No Piauí, Padilha critica Banco Central e sobre economia diz: “Não existe plano B porque o plano A está dando certo”

Fotos: Renato Andrade/ Cidadeverde.com

Por Paula Sampaio 

Em agenda no Piauí nesta sexta-feira (21), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, saiu em defesa da política econômica de Fernando Haddad (PT) na Fazenda. Em meio a discussões sobre a revisão da meta fiscal e a manutenção da taxa de juros, Padilha afirmou que o governo “não tem um plano B porque o plano A está funcionando”. 

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“Não existe plano B porque o plano A está dando certo, o Brasil está no rumo correto da economia, o que tem sido feito na política econômica hoje, recuperou a credibilidade do Brasil no mundo, abriram mais de 100 novos mercados para exportação de produtos brasileiros, inclusive aqui do Piauí. Uma taxa de crescimento maior do que os analistas pessimistas previam, e nós vamos repetir isso esse ano, desemprego em redução, queda de desemprego, inflação controlada”, declarou. 

Criticou Banco Central 

Padilha fez críticas à decisão do Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto, de manter a taxa Selic elevada, argumentando que o “país já fez o que tinha que fazer” para reduzir a taxa de juros. 

"A decisão do Banco Central frustra as expectativas de empresários e atores econômicos com quem conversamos diariamente. Acreditamos que o Brasil já fez tudo que é necessário para ter uma redução da taxa Selic," declarou Padilha.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na quarta-feira (19), manter a taxa Selic em 10,50% ao ano. Isso representou o fim de um ciclo de cortes da taxa básica de juros, que começou a recuar em agosto de 2023. 

Ele seguiu descrevendo que, mesmo com o fim da “trégua” do Copom, o mercado reduziu os chamados juros futuros, sinalizando confiança na direção da economia brasileira e na possibilidade de acordos futuros que permitam mais investimentos. 

"Estamos tomando medidas para garantir o financiamento dos investimentos, mesmo com taxas menores que a Selic. Um exemplo é o financiamento de logística com a taxa de referência do BNDES. No ano passado, aprovamos no Congresso Nacional mais um projeto importante," afirmou.

Taxa Selic 

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira. 

Ela é determinada pelo Copom do Banco Central do Brasil. A Selic é utilizada como referência para o custo do crédito no país e influencia todas as outras taxas de juros praticadas no mercado, como as de empréstimos, financiamentos e investimentos.

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