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Moradores se disfarçam de vendedores para ajudar quadrilhas no PI

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A crescente onda de assaltos a estabelecimentos no interior do Piauí tem pelo menos uma coisa em comum: a ajuda de pessoas da própria cidade. De acordo com a Comissão Investigativa do Crime Organizado (CICO), os assaltos a bancos, loterias, correios e comércios nas cidades do interior sempre contam com um informante local que auxilia nas ações criminosas.

“Não vá pensar que um bando de Teresina ou de qualquer outro estado vá chegar numa cidade sem ter alguém que dê apoio. Em todos os casos de crimes no interior isso acontece”, afirma o presidente da Cico, delegado Bonfim Filho. Segundo ele, estas pessoas, que geralmente se disfarçam de vendedores ambulantes, fazem um levantamento logístico completo sobre vitimas em potencial, funcionamento de agências bancárias e até mesmo locais de fuga.

“Eles fazem o que chamamos de apoio logístico. Procuram a hospedagem pra ninguém ficar em hotel, traçam rotas de fuga, por exemplo.

Vendendo o perigo
A polícia diz ainda que os informantes se disfarçam de vendedores ambulantes que vão de porta em porta ou de outro tipo de trabalhador que tenha acesso a um grande número de casas para encontrar a melhor vítima. “Eles entram na casa, ganham a confiança das vítimas e observam o que elas têm”, descreve o delegado Bonfim.

Como exemplo, o presidente da CICO cita diversas pessoas ligadas ao acusado de ter matado a jovem Tallyne Teles, Nilson Feitosa. “Vários parentes dele como Marcos Feitosa, Elimário Feitosa, e Júnior Feitosa, se passavam por vendedores de cesta básica na sua região de origem”, afirma Bonfim. Desta forma, o delegado acredita que eles faziam o reconhecimento da área e programavam as rotas de fuga.
 
Em um caso recente, a polícia de Oeiras prendeu na última quinta, Valter José Barbosa, que fingia ser vendedor de filtros e é acusado de auxiliar em pelo menos três crimes na cidade este ano.
 
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Carlos Lustosa Filho
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