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Conselho anuncia fechamento do setor de Odontologia do HGV

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Atualizada às 21h25min

O Conselho Regional de Odontologia do Piauí - CRO/PI - divulgou que o atendimento odontológico do Hospital Getúlio Vargas - HGV - teve seu atendimento suspenso a partir da tarde desta segunda-feira (7). A alegação é de que auxiliares de odontologia não possuem registro profissional no Conselho. A suspensão, segundo o CRO, é por tempo indeterminado, e foi baseada em fiscalização do órgão.

CRO

Sérgio Pires, presidente do CRO, confirma fechamento do setor

O presidente do CRO/PI, Sérgio Pires, disse que a suspensão será mantida até que o problema seja resolvido. Ele informou ao Cidadeverde.com que a coordenadora do setor já foi notificada na tarde desta segunda-feira e alguns dentistas avisados sobre a decisão. "São funcionários que não possuem curso de auxiliar. Até sexta-feira queremos comunicar todos os profissionais", declarou.

Noé Fortes, diretor do HGV, confirmou a existência do problema, mas estranhou o anúncio da suspensão. Segundo ele, o serviço de odontologia continuará funcionando enquanto o hospital não for comunicado judicialmente de qualquer decisão, e ele pede que o Conselho dê tempo para que os funcionários sejam substituídos por meio de concurso público.


Noé Fortes contesta notícia e diz que setor vai continuar aberto

"Recebemos no começo de novembro dois membros do CRO falando a respeito de alguns profissionais que não possuíam registro. Reconhecemos esse problema. São pessoas treinadas ao longo de 15 anos, e não se pode se desfazer delas de repente. O atendimento não pode parar e é preciso concurso público. Encaminhei ofício para a secretaria de Administração e pedimos um tempo para que isso pudesse acontecer", disse Fortes.

O diretor afirmou que foi pego de surpresa com a notícia e declarou que o CRO não tem poder de polícia para fechar o setor. "Não estamos dizendo que não vamos mudar. Estamos apenas pedindo um prazo. (O setor) vai continuar funcionando. O Conselho não tem poder de polícia, não pode chegar e fechar. Eu não os conheço como juízes", acrescentou Noé Fortes.

Sérgio Pires disse que o CRO tem sim poder para suspender o funcionamento do setor. "O doutor Noé Fortes sabe muito bem que os conselhos de classe tem poder de suspender as atividades quando for detectada irregularidade, como exercício irregular da profissão", respondeu o presidente.

Fábio Lima
[email protected]
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