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Depois de terremoto, pai faz apelo para que filho volte do Haiti para o Piauí

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O sentimento de solidariedade levou o 3º sargento Luís Renato Silva ao Haiti. Lá, ele atua numa missão no setor de saúde na capital, Porto Príncipe. O pai do militar, o comerciário Gilberto Silva, chegou a pedir que o filho não fosse, temendo o estado de guerra em que o país se encontra. Luís Renato está no país há 8 meses.







Gilberto quer que o filho volte para o Brasil e não vá mais para o Haiti. "Antes mesmo do terremoto, eu cheguei a pedir que ele não fosse, por conta da guerra", declara.


O comerciário conta que soube do terremoto na manhã seguinte e passou a uma busca incessante por contato com Luís Renato. A madrasta, Heleni Cardoso Figueiredo, diz que passou horas ao telefone com o enteado.


"Luís contou que nunca imaginou que pudesse ver uma cena dessas na vida. tinha muita gente morta misturada com feridos, pessoas gritando no meio da rua. Ele contou que o terremoto ocorreu por volta das 20h, quando ele estava se preparando para dormir. Ele sentiu a cama tremer e ficou se perguntando o que seria aquilo e, de repente, as coisas começaram a cair ao seu redor", conta Heleni.


Segundo revelou à família, existem pelo menos mais dois militares piauienses no Haiti: um de Campo Maior, Evanildo Lustosa, e outro de Nazária.



Heleni afirma que eles estão sem saber como farão para voltar. Existe um avião da Força Aérea em Roraima, mas o pouso em Porto Príncipe está impossibilitado porque o aeroporto está destruído.


Os militares deverão aguardar as determinações do Exército. Ainda estão ocorrendo pequenos tremores e a população está amontoada no meio da rua.


O país sofreu um terremoto na última terça-feira, onde morreram mais de 100 mil pessoas, sendo 14 brasileiros, dentre eles a médica e fundadora da Pastoral da Criança e do Idoso, Zilda Arns.


Flash de Carlos Lustosa Filho
Redação de Leilane Nunes
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